Resenha: Princesa de Papel - Erin Watt

14 junho 2017




O primeiro livro da série The Royals, a nova sensação new adult dos EUA. Ella Harper é uma sobrevivente. Nunca conheceu o pai e passou a vida mudando de cidade em cidade com a mãe, uma mulher instável e problemática, acreditando que em algum momento as duas conseguiriam sair do sufoco. Mas agora a mãe morreu, e Ella está sozinha. É quando aparece Callum Royal, amigo do pai, que promete tirá-la da pobreza. A oferta parece tentadora: uma boa mesada, uma promessa de herança, uma nova vida na mansão dos Royal, onde passará a conviver com os cinco filhos de Callum. Ao chegar ao novo lar, Ella descobre que cada garoto Royal é mais atraente que o outro – e que todos a odeiam com todas as forças. Especialmente Reed, o mais sedutor, e também aquele capaz de baixar na escola o “decreto Royal” – basta uma palavra dele e a vida social da garota estará estilhaçada pelos próximos anos. Reed não a quer ali. Ele diz que ela não pertence ao mundo dos Royal. E ele pode estar certo. 

Edição: 1
Editora: Essência
ISBN: 9788542208870
Ano: 2017
Páginas: 368




Olá Pessoas, hoje eu estou aqui para trazer para vocês a resenha de Princesa de Papel um dos lançamentos recentes da Planeta de Livros do Brasil e que vem sendo sucesso de público entre os leitores de Young Adult.


Ella Harper é uma adolescente de 17 anos que desde muito cedo precisou amadurecer para cuidar de si própria e da sua mãe que nunca foi um poço de responsabilidade. Após perde-la para o câncer, Ella resolveu se virar como podia até chegar a maior idade ao invés de se entregar ao serviço social e ser mandada para o sistema de adoção. E sendo assim, ela se divide entre vários trabalhos de meio-período, sendo um deles o trabalho como streeper em uma boate, e a escola. O sonho dela é  se formar, entrar numa faculdade e conseguir manter uma vida digna e estável como ela nunca teve.
Ella estava conseguindo manter seu plano até o dia em que um homem que ela nunca viu na vida apareceu na escola alegando ser o seu tutor legal. O nome dele é Callum Royal, ele era o melhor amigo do pai que Ella  nunca conheceu e a leva para a sua casa, onde ela receberá assistência, uma grande mesada e terá que conviver com seus 5 filhos.
Lá ela recebe todo o luxo e cuidado que nunca teve na vida, porém nem tudo são flores. Os filhos de Callun não aceitam a sua chegada e acreditam que o pai tem outra motivação para trazer a adolescente para casa. E liderados por Reed Royal, prometem fazer da vida de Ella um verdadeiro inferno, em casa e na escola, onde eles governam.

Eu comecei a ler Princesa de Papel com o pé atrás, pois vi alegações em algumas resenhas que a trama romantizava um relacionamento abusivo, cheguei até questionar amigas que haviam lido e disseram que, não. Por isso eu quis ler e tirar minhas próprias conclusões.

Então, no início da leitura eu posso afirmar que o tratamento que os irmãos Royal impõem a Ella é abusivo, sim. Principalmente abuso psicológico. Porém, em momento algum até o final da leitura eu vi esse abuso ser romantizado, muito pelo contrário. Ella é uma personagem forte que tem identidade e desde o início luta contra esse abuso, revida, reclama, ainda quando ela se sente atraída por um dos garotos. E vale ressaltar que enquanto acontece esse tratamento hostil entre eles, ela não está se relacionando romanticamente com nenhum deles.
No decorrer da trama, os garotos vão a conhecendo melhor e amadurecendo suas opiniões sobre ela, mudam de atitude, se arrependem e pedem desculpas. É só depois dessa retratação que o relacionamento amoroso entre Ella e Reed acontece, ou seja, não há relacionamento abusivo.
Porém, muitas pessoas não aceitam e não curtam essa dinâmica, eu mesma fiquei um pouco incomodada no início da leitura, mas gostei de como as autoras conduziram a história e amadureceram os personagens.

Eu gostei muito da construção da Ella, ela é uma personagem forte, intensa e muito madura para a sua idade, devido a vida que ela levou com a mãe e após sua morte até Callum encontra-la.

"Meu lugar não é no luxo é no lixo. É o que eu conheço. É o que me deixa a vontade, porque a miséria não mente. Não está embrulhada num pacote bonito. É o que é."


Paralelamente os garotos Royal são personagens mimados e egoístas que não conhecem a realidade fora do círculo rico em que foram criados e julgam o que não sabem. Isso fez com que eu não gostasse deles lofo de cara, para mim eram apenas rostinhos bonitos, mas ao longo da leitura nós vamos vendo que esses personagens escondem mais e que dinheiro não é sinônimo de felicidade. 
Ainda assim, esses problemas e a juventude, não são justificativa para o modo que eles trataram a Ella. 


A escrita das autoras é ótima, fluída e interessante. A obra é tão bem escrita que não dá pra perceber que foi escrita a duas mãos, a trama me envolveu tanto que eu não consegui largar o livro antes do final e acabei fazendo a leitura em poucas horas, e ao chegar no final, esse foi tão intrigante que eu fiquei muito ansiosa pela leitura da sequência que a planeta vai lançar agora no segundo semestre de 2017. O trabalho gráfico da editora está maravilhoso, a revisão do livro esteve impecável, a capa nacional foi fiel a estrangeira e a diagramação ficou muito organizada o que proporcionou uma leitura muito agradável aos olhos. 

Espero que vocês tenham gostado da resenha, qualquer dúvida ou questionamento, me deixem nos comentários. Beijos ♥




3 comentários:

  1. Olá!
    Já li algumas resenhas sobre esse livro mas a sua foi a primeira positiva que li e pelos seus argumentos, acredito que valha a pena sim dar uma chance a ele. É um tema pesado, mas se é bem tratado, é o que importa.
    Beijos

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  2. Oiee, menina esse livro tá causando pelas opiniões divergentes né? Eu não o li, mas todas as minhas amigas falaram que ele acaba romantizando sim um relacionamento abusivo, e acho que entendi o motivo agora pela sua resenha. O fato dela ter começado um relacionamento amoroso com ele, depois de todas as coisas que ele fez acaba influenciando jovens, que são o público alvo, a acharem que certas coisas podem ser relevadas. Como eu disse, eu não li, mas recebi trechos que me deixaram bem impressionada. Livros com opiniões tão distintas me deixam curiosa, talvez eu leia ele.

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  3. Oi, Kris.
    Já li diversas resenhas sobre a obra mas nenhuma delas tinha sido suficiente para que eu formasse uma opinião sobre a história. Mas a sua resenha foi tão bem embasada e argumentada que esclareceu algumas coisas que me deixavam em dúvida sobre ler ou não a história.
    Gostei de saber que Ella é forte e não aceita os abusos aos quais é imposta.
    Fiquei curiosa para conhecer a obra.
    Beijos.

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