Resenha: Diga Sim ao Marquês - Tessa Dare (Castle Ever After #2)

26 abril 2017




Vossa Excelência está convidada a comparecer ao romântico castelo Twill para celebrar o casamento da senhorita Clio Whitmore e… e…?
Aos 17 anos, Clio Whitmore tornou-se noiva de Piers Brandon, o elegante e refinado Marquês de Granville e um dos mais promissores diplomatas da Inglaterra. Era um sonho se tornando realidade! Ou melhor, um sonho que algum dia talvez se tornasse realidade…
Oito anos depois, ainda esperando o noivo marcar a data do casamento, Clio já tinha herdado um castelo, tinha amadurecido e não estava mais disposta a ser a piada da cidade. Basta! Ela estava decidida a romper o noivado.
Bom… Isso se Rafe Brandon, um lutador implacável e irmão mais novo de Piers, não conseguir impedi-la. Rafe, apesar de ser um dos canalhas mais notórios de Londres, prometeu ao irmão que cuidaria de tudo enquanto ele estivesse viajando a trabalho. Isso incluía não permitir que o Marquês perdesse a noiva. Por isso, está determinado a levar adiante os preparativos para o casamento, nem que ele mesmo tenha que planejar e organizar tudo.
Mas como um calejado lutador poderia convencer uma noiva desiludida a se casar? Simples: mostrando-lhe como pode ser apaixonante e divertido organizar um casamento. Assim, Rafe e Clio fazem um acordo: ele terá uma semana para convencê-la a dizer “sim” ao Marquês. Caso contrário, terá que assinar a dissolução do noivado em nome do irmão.
Agora, Rafe precisa concentrar seus punhos e sua força em flores, bolos, música, vestidos e decorações para convencer Clio de que um casamento sem amor é a escolha certa a se fazer. Mas, acima de tudo, ele precisa convencer a si mesmo de que não é ele que vai beijar aquela noiva.
Edição: 1
Editora: Gutenberg
ISBN: 9788582353691
Ano: 2016
Páginas: 288
Tradutor: A C Reis



Olá leitores queridos, 
hoje eu venho aqui trazer para vocês a resenha de um romance de época que eu li há um tempo atrás, mas acabei adiando, bastante a resenha. 

Diga Sim ao Marquês é o segundo livro da série Castle Ever After da Tessa Dare, que está sendo publicada aqui no Brasil pela editora Gutenberg e cujo terceiro e último livro, A Noiva do Capitão, foi lançado recentemente.

Em Diga Sim ao Marquês conhecemos Clio Whitmore a jovem que é noiva do Marquês de Granville, um importante diplomata em ascensão da Inglaterra. Ela aguarda que esse casamento aconteça a 8 longos anos e essa demora tornou-se para Clio motivo de grande constrangimento, uma vez que a perversa sociedade londrina, costuma culpar as mulheres pelos erros dos homens, e sendo assim Clio é acusada de ser desinteressante, de fazer que o Marquês prefira a companhia de estrangeiras, entre outras coisas e recebeu a alcunha de "Senhorita Wait More (espera mais)". 
Quando ela herda um castelo, farta da sociedade, das piadas e do descaso do noivo, ela toma a decisão de dissolver o compromisso, mas para conseguir isso ela precisa procurar por Rafe Brandon, o irmão mais novo do marquês, que tornou-se um impiedoso lutador e consequentemente um pária para a sociedade, ela precisa que ele assine os papéis e acabe com o seu noivado. Porém isso não será tão fácil como ela espera, Rafe carrega dentro de si uma grande culpa em relação ao irmão, devido a acontecimentos familiares e toma para si a tarefa de preservar a noiva do irmão. E na sua concepção Clio é a melhor esposa que o irmão poderia ter, pois ela é tudo o que ele quis para si, desde criança. Sendo assim ele desafia Clio a um jogo, onde ele a fará mudar ideia em relação ao rompimento do noivado, muito convicta ela topa e essa convivência reacenderá entre eles sentimentos que estavam escondidos desde a infância.

Eu gosto muito dos romances de época da Tessa, pois ela sempre nos apresenta personagens fortes e bem desenvolvidas, Clio é uma das personagens de romances de época por quem eu senti grande apego. Porque ela é decidida e têm pensamentos avant gard, após herdar seu inesperado castelo, ela utiliza tudo que aprendeu com sua mãe abusiva no intuito de tornar-se a esposa perfeita, para vislumbrar as possibilidades existentes ali para desenvolver um negocio e conseguir sobreviver com méritos próprios. É lógico, que a autora deixa claro as dificuldades disso acontecer naquela época, mas a personagem é ousada e não desiste de seus objetivos, mesmo que para isso precise fazer uma ou outra concessão social. 
Clio é a típica jovem "Bela, recatada e do lar" foi treinada pela mãe de forma extenuante a ignorar sua personalidade e colocar sempre a "boa imagem" diante de tudo, ela tem duas irmãs mais novas a mais velha delas, Daphne, é casada e representa a cópia perfeita de sua falecida mãe, arrogante e intransigente, se sente melhor que os outros e sempre que pode usa palavras para diminuir as irmãs. E a mais nova, Phoebe, que ainda não tinha idade o suficiente para ser apresentada a corte, e Clio teme por ela quando isso acontecer, pois ela é uma garota de modos diferentes e que não será bem aceita (aqui temos uma personagem que claramente possui Síndrome de Aspenger em algum grau). Esse é mais um dos motivos que incentivam Clio a dar continuidade ao seu plano de construir um negócio rentável, com o qual pudesse se sustentar e proteger a irmã.

A construção dos dois protagonistas é maravilhosa, Rafe é o típico libertino, perigoso, misterioso e sensual que conhecemos em romances de época, mas a sua história familiar e o motivo pelo qual ele luta são o seu diferencial. 
Já Clio é o tipo de personagem feminina cativante, tem problemas com a sua própria aparência, e em algumas horas demonstra até ter algo que lembre bulimia, devido aos anos de criação pavorosa de sua mãe a deixando sem comer, alegando que ela estava acima do peso. E esse problema de auto-estima se agrava, devido ao aparente desinteresse de seu noivo e as piadas que ela precisa ouvir, até mesmo dentro de sua própria casa, através da pessoa do seu pavoroso cunhado.

Foi essa miscelânea de fatores que me fizeram curtir tanto a história, eu gostei da trama, gostei da construção dos personagens e da narrativa da Tessa Dare, que é romântica, quente e ao mesmo tempo nos leva a acordar os vizinhos gargalhando de madrugada. A narrativa se desenvolve muito rapidamente e nos prende, eu não consegui abandonar a leitura antes de acabar o livro.
Sem sombra de dúvidas que eu recomendo essa obra.

Espero que tenham gostado da resenha, deixem sua opinião nos comentários, ela é muito importante, beijooos ♥


6 comentários:

  1. Olá!
    Eu adoro a escrita da Tessa Dare, mas ainda não li essa série e está na minha estante esperando sua vez na lista de leitura. Preciso ser rigorosa pq amo romances de época e se deixar só leio eles e vou deixando outros pra depois...hahaha.
    Amei suas considerações!
    Beijos!

    Camila de Moraes.

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  2. Que resenha maravilhosa!
    Eu ainda não li nada da Tessa mas morro de vontade. Eu estou louca por essa série, achei o primeiro bem interessante mas esse segundo volume me interessou bem mais. Sem falar na capa linda!

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  3. Kris, eu nunca li nada da Tessa, mas morro de vontade, pois sou louca por romances de época.
    Fiquei com muita dó da Clio, mas também muito interessada em ler e vê o que acontece.

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  4. Oi, tudo bem?

    Não sou mais fã desse gênero, mas entendo que ainda é muito querido por muitas leitoras. Eu tenho tido problemas em gostar desse tipo de romance, por causa da estereotipação excessiva, especialmente das personagens masculinas. Essa coisa do "homem libertino" me incomoda muito, também porque reproduz um senso-comum ridículo de identidade de gênero. Já sei que não é para mim, mas que bom que ele funcionou para você.

    Love, Nina.
    http://ninaeuma.blogspot.com/

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  5. olá Kris, tudo bem?
    Eu ainda não li nenhum livro do gênero, tenho muito interesse em saber como é, só está me faltando a oportunidade! Essa série me parece ser muito promissora, anotarei a dica! Em relação a sua resenha, como sempre FANTÁSTICA.
    Beijos.
    Meu Livro Fantástico | Facebook

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  6. Olá Kris,
    Não ando lendo romances de época por uma simples questão: sempre me apaixono pelos personagens. Fiquei com uma peninha da Clio, como também senti uma certa repulsa por esse cara! E mais ainda para a sociedade daquela época, tão contraditória e machista.

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