Resenha: O Efeito Lolita

06 julho 2016






Edição: 1
Editora: Larousse
ISBN: 9788576356264
Ano: 2009
Páginas: 240
Sinopse: A virada do milênio desencadeou um fenômeno intrigante: a garotinha sexy. É uma figura muito familiar na paisagem da mídia contemporânea: a ninfeta com rosto de criança e curvas voluptuosas, que posa de modo provocativo em capas de revistas para adolescentes. Ela tem sido celebrada e duramente criticada, e serve como ponto de partida para debates fervorosos sobre gênero, sexualidade, definição de infância e critérios para padrões sociais de aceitabilidade. Como, então, educar as adolescentes que são bombardeadas diariamente pela mídia com imagens e mensagens errôneas sobre sexo e sexualidade? Baseado em minucioso estudo, este livro tem como objetivo fornecer as ferramentas necessárias para que seja possível reconhecer e reagir de modo proativo a esse fenômeno. Examinar com rigor O Efeito Lolita permitirá desvendar os mitos que compõem o espetáculo da sexualidade das garotas na cultua pop convencional, propondo estratégias para que se possa reagir com eficácia a esse panorama que é, ao mesmo tempo, sedutor e precário.




Resenha 

          O livro é fruto de uma tese de mestrado sociológico, então já de cara ele “afasta” aqueles que não gostam de uma leitura mais científica, entretanto fala de um assunto extremamente importante: Como a mídia forja sexualidade juvenil de mercado e cria o chamado Efeito Lolita? A autora relata o que é o “Efeito Lolita”, o que está envolvido, como as crianças e os adolescentes entram em contato com esse mundo e todas as consequências negativas trazidas, MAS o melhor de tudo no livro é como nós Pais, Professores e Sociedade podemos nos contrapor e assim ajudar as crianças e os jovens nisso, como podemos discutir de forma saudável.

           Apesar do estilo científico, a forma como o assunto foi tratado, é fácil entender a importância de um assunto inserido no nosso dia a dia e que na maioria das vezes nem percebemos, a autora cria uma atmosfera, induzindo uma lógica de causa e efeito onde o leitor sente uma espécie de necessidade de saber o que, como, quando, porque e o que fazer para barrar essa aberração criada pela mídia. 

           Inicialmente ela identifica os mitos criados pela mídia no tratamento da sexualidade, com efeitos nocivos para o desenvolvimento das meninas e a liberdade das mulheres, traz a necessidade da abordagem de grupos de discussão com participação efetiva dos jovens como forma de combater esse trabalho cruel feito pela mídia convencional imposta às crianças e jovens um único padrão de beleza possível, entretanto são impossíveis de ser alcançado, as meninas desde muito pequeninas são induzidas ao consumismo que vão de cosméticos até cirurgias plásticas para atingir a perfeição de serem sexies e outros aspectos de suas vidas são relegados a segundo plano, com a mídia impulsionada pelo capitalismo apresentam como modelo, por exemplo, a cantora Britney Spears e induze mulheres a se portar como objetos sexuais pelo mundo afora.

          O nome do livro deriva do livro homônimo do escritor russo Vladimir Nabokov: uma menina de 12 anos tratada como um tipo de garota especial, que seduz sem ter consciência disso, passa a ter relacionamento amoroso com um adulto, ponto no qual a autora leva umas cinco estrelas, expondo e nos fazendo questionar a pedofilia e a cultura do estupro, que muito acham uma aberração, mas é mais presente em nossa sociedade do que queríamos, e que o verdadeiro culpado é o abusador/estuprador, assim como uma criança pode ter consciência sexual se nem desenvolveu o raciocínio lógico?! 

         No livro Educar para a submissão, o descondicionamento da mulher, a pesquisadora italiana Elena Gianni Belotti, diz que a submissão da mulher é um traço social. 


“A tradicional diferença de caracteres entre macho e fêmea não é devida a fatores congênitos, e sim, aos condicionamentos culturais a que o indivíduo é forçado no curso do seu desenvolvimento”. 


       Ela defende – e o livro O Efeito Lolita corrobora – que a natureza não dita regras no comportamento humano, mas a mídia destinada aos jovens (e em boa parte dirigida por mulheres que sujeitam-se à vontade maior do deus mercado). “O verdadeiro problema é que as garotas não têm controle sobre essa situação.”

       PAIS e EDUCADORES, sugiro que degustem o livro, leiam sem pressa e entendam as ferramentas necessárias para se reconhecer e reagir de modo proativo. Ele lhe permitirá desvendar os mitos que compõem o espetáculo da sexualidade das garotas na cultura convencional e as libertará intelectual, sexual e moralmente, mas acima de tudo com essa mudança de ponto de vista e consequentemente de comportamento social estaremos cada vez mais protegendo nossas crianças – meninas e meninos – por fim (mas sem querer parar) segundo a pesquisadora Durham mostra que na mídia convencional já “não se diferencia mais anúncios de matérias jornalísticas”, além da exposição à abusos sexuais essa cultura pode levar “à perda de autoestima, depressão e anorexia”, entre outros aspectos.

Um comentário:

  1. Olá!

    Esse livro me chamou muita atenção, gosto bastante de artigos científicos, por isso acho que vai ser uma leitura que não me incomodará. Acho esse tema super pertinente, devemos abrir espaço em nossas conversas, ainda mais dentro de casa, sobre sexualidade juvenil.

    Abraços, Heitor Botti
    shakedepalavras.blogspot.com

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