Pro ano que vem: Como não ser um bobão na virada cultural.

26 junho 2015


Bem crianças, devo dizer que eu desencantei.
Já "quase fui" na virada cultural umas 2465416461146546 vezes. Mas dessa vez, minha prima chamou pra ver o Lenine. NÃO TINHA COMO.
LENINE É VIDA.
Mas é claro que não foi tão simples assim. O show dele era à meia-noite. E tinha um showzinho que a prima queria ver que rolava às seis.
Então, a primeira dica da tia é:
Chama "Virada Cultural" por um motivo.
E o motivo é que você vai virar horas ali. Esteja preparado.
São palcos espalhados pela cidade inteira, e é impossível que você só vá querer ver um show.



O relógio vai longe, amiguinhos. (foto da prima)

Isso nos leva à segunda dica da tia: Roupa.
Eu sei que é tentador vestir sua melhor e mais sexy roupa quando se vai a um evento onde basicamente todo ser humano em idade reprodutiva desta e de outras cidades vai estar.
Mas acredite, não rola.
Isso é um show ao cubo. Você vai passar muito mais tempo de pé do que passaria em um show, e ainda (provavelmente) terá que se deslocar. Vai ter gente com bebida na mão dançando sem parar, vai ter gente fumando, ou seja: gaste seu modelito caro em outro momento. E nem pense em sapatos. É tênis. O mais confortável que você tiver.
Outra dica importante é a locomoção.
Se você mora num bairro mais afastado, ou em outra cidade, como minha prima e eu, lembre-se: O metrô vai funcionar até altas horas, mas o seu ônibus provavelmente não.
Então faça seu plano.
O nosso foi deixar o carro num estacionamento no Tietê, do lado do metrô. O seu pode ser o dinheiro do táxi, ou descolar um pernoite em algum lugar.
Mas lembre-se NÃO CONFIE NOS ÔNIBUS. ( A não ser que você queira uma aventura como a de uns amigos que se esqueceram desse detalhe, e dormiram se revezando no terminal pra poder pegar o primeiro busão do dia.)
Também lembre-se de verificar a programação e o local onde ela ocorre antes de sair de casa.
Eu não sei como funcionou em anos anteriores, mas os mapas deste ano mais atrapalharam do que qualquer coisa.

Sobre os shows:

Assisti os shows do palco Júlio Prestes: Monobloco (nem sei o que é, mas a prima queria), Daniela Mercury (que começou como ah, não vamos sair porque depois tem o Lenine, e acabou em amor incondicional) e o maravilhoso, lindo, incrível Lenine, que nem tem o que comentar.
No primeiro show, nós conseguimos um lugar atrás de uma parede, o que dava uma reverberação de som horrível, um eco que quase me deixou maluca.
Banda boa, animou o pessoal, mas o local estava crítico.
Infelizmente.






















A gente estava pulando, relevem  a qualidade da foto. Hauahuahauhauh. (foto da Prima)

Daí veio a dispersão, e outra dica importante:
Olho nesse momento, que ele é crucial, se você quer ter uma boa visão de palco. Se você pretende migrar de palco, faça isso antes do show que está vendo acabar.
Os shows de um palco tem um bom intervalo entre si, para que a equipe do músico possa montar sua parafernalha, só que enquanto isso acontece, o pessoal já está pegando os melhores lugares, e você pode acabar no lado da parede que reverbera.
Não é só besteirinha pra ver ídolo de perto, é pela qualidade de som. Como a gente está no meio de prédios, quanto mais perto do palco, melhor a qualidade.

Bem, terminando o show do Monobloco, encontramos um lugar melhor durante a dispersão, e o que era para ser um: Tá, vamos esperar o Lenine por aqui pra não disputar lugar; Virou um : MELDELS, PORQUÊ ESSA MULHER É TÃO PERFEITA????

Como é que eu mal consigo falar andando e ela dá um duplo twist carpado (exagero) três giros e pega o microfone no ar (verdade verdadeira) cantando como se estivesse cochichando um negócio com a vizinha???

IMPAKTADA.


Pra melhorar ainda tinha esse bailarino MARA,( Rafael, não sei o sobrenome, queria achar vídeos dele dançando, porque é MÁGICO) que parecia que não era nem gente de tão perfeito dançando.
Daniela divou, fez piada, cantou música de baixaria com outra cantora convidada (maravilhosa também, mas a tonta não prestou atenção no nome) e discursou contra o ódio a religiões de matriz africana, e outras mesquinhezas do ser humano. Foi lindo, foi tocante, foi empolgante.
Ela fechou com "Canto da Cidade", e foi um mix de emoção. Um flashback pra infância, aquele povo todo cantando, coisa mais linda de ver e ouvir.
Pausa.
Para.
O.
Lanche.
Foodtruck. Tapioca horrível de QUINZE reais. É o que tá teno.
Mendigo pede. Eu dou pra ele. Vai aproveitar melhor que eu.
(Outra dica: não esquenta com os mendigos. Você tá no território deles, e eles vão aparecer aos montes pedindo dinheiro pra drogas, pra cachaça- assim mesmo: Me dá uma moeda, eu não vou te enganar, é pra drogas. Relaxa. Enquanto são eles tá tudo bem.)
A chance de você ser assaltado é a mesma de qualquer outro dia em que você sai zanzando sem destino na madrugada em SP. Grande, mas não pira. É só São Paulo.
Eu deixei o celular em casa, e o dinheiro foi bem muquiado num bolso escondido e de zíper. Em dado momento vi que a bolsinha tiracolo, grudada no meu corpo estava aberta, mas não haviam achado o mocó.
IUPI.
Sobe o pano.

Show do Lenine, o mais esperado da Noite. Apinhocado de gente, espertinhos querendo entrar na minha frente. Não vai não, amô.
PERFEITO!

Não há palavras pra descrever Lenine no palco. Não fizeram. Não inventaram.
Mesmo com um atraso de quase quarenta minutos, foi a melhor coisa da noite.
O que eu pude fazer pra tentar explicar foi caçar um vídeo no Youtube pra quem quiser ver. Vem aqui ver e aproveita toda essa maravilha. Que banda. Que letra. Que voz.
Valeu a pena congelar todos meus ossos (eu já tenho doença reumatóide, pensa que bonito), todos os pisões e quase vomitar de tanto cigarro jogado na minha fuça. 
A Virada, afinal é tudo aquilo, e um pouquinho mais, com boa companhia e certa atenção aos detalhes.
Valeu Prima, pela sua sabedoria "showzística". 

E você, foi na Virada? Me conta os babados!

8 comentários:

  1. Oi, vc acredita que eu nunca fui numa virada cultural?? Essa que você foi parece ter sido massa, mas um dia ainda irei e contarei como foi.
    bjus
    http://recantoliterarioeversos.blogspot.com.br/

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  2. Olha, ri alto! hahahahhaah
    Amei seu post! E, pode deixat tia, eu vou anotar toooodas as dicas.

    Um beijão!
    www.cheirodelivronacional.com.br

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  3. Olaa
    Muito interessante seu post, ótimas dicas, eu com certeza anotaria se eu fosse.

    Beijos
    Reality of Books

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  4. Oi!
    Que bacana! PArece ter sido maravilhoso, nunca fui em uma virada cultural e nem sabia delas, já que moro no interior do interior e aqui não tem hahahahh
    Beijos!

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  5. Amanda que incrível poder ver o show que você tanto esperava, a Daniela Mercury pelo visto arrasou e olha que nem é muito nova, mas com certeza tem mais pique que eu kkkk. Vou confessar hoje em dia já não gosto de ir em lugares com muitas pessoas, shows mesmo que seja quem eu amo. Mas fico feliz que curtiu bastante. beijos

    Joyce
    www.livrosencantos.com

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  6. Oie, tudo bom?
    Eu moro em Brasília, mas sempre tive curiosidade com a Virada Cultural em SP. Suas dicas são ótimas, principalmente em relação ao transporte porque aqui temos shows gratuitos e a galera sempre fica esperando na rodoviária por horas depois que o show termina.
    Beijos,
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

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  7. Oi Amanda, tudo bem?
    A Virada Cultural é muito bacana, e apesar de não ser fã, entendo a sua decisão de ir para ver o Lenine! Como disse, não sou fã dele mas gosto de algumas músicas.
    Bjs

    A. Libri

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  8. Oiii Amanda!!!
    Eu queria muito muito muitooooooooooo ter ido na Virada Cultural, assim como você todo ano eu falo que não vou e nunca fui e continuo assim, mas tenho muito medo por todos os assaltos e tudo mais que andou acontecendo.
    Adorei as suas dicas e poxa... que dorzinha de cotovelo queria ter ido, deve ter sido incrível.

    beijos
    Mayara
    Livros & Tal

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