Resenha: Drácula: O homem por trás do mito, de Roberta Zugaib

11 março 2015

Edição: 
Editora: Aleph
ISBN: 8585887826
Ano: 2003
Páginas: 280

SinopseO nome de Drácula evoca, invariavelmente, uma estranha sensação de inquietude. Afinal, terá sido mito ou realidade? Ser humano ou fantástico? Produto da história ou da imaginação? Para os céticos, uma surpresa: Vlad Tepes, o Drácula, era de carne e osso e foi um príncipe poderoso e aclamado em sua época, o século XV. Para os fãs, um presente: este livro traz a incrível trajetória de Vlad sob um ponto de vista inédito.
Para escrever este surpreendente romance histórico, a autora visitou todos os lugares percorridos por Drácula – incluindo Romênia, Turquia e Hungria –, rastreou seus passos e teve acesso a documentos raros. O resultado é uma narrativa fascinante contada pelo próprio Vlad Tepes, o homem cuja vida de ambição e renúncia, de crueldade e coragem, de obstinação e de fé deu origem à mais famosa lenda de todos os tempos.
Minhas opiniões sobre o livro
Oláaaaaaaaaaaa crianças. Para, respira e vem com a tia ouvir essa musiquinha pra entrar no clima:

Tudo isso porque:
  1. Era a música- tema de O Beijo do Vampiro ( é novinho ou não curte novelas e não sabe o que é isso??? SORTE SUA!!! Era rídiculo, mas eu amava - Shaman e vampiros na novela da Globo minha gente, às SETE da tarde. Quais as chances????)
  2. Eu escutei essa música o tempo todo durante a viagem em que li este livro.
  3. É André Matos, e eu honestamente não preciso de desculpa nenhuma pra ouvir a voz deste homem.

Ao livro, né, pessoal?
Acreditem ou não, este romance histórico é baseado em fatos reais, e a autora Roberta Zugaib fez uma verdadeira peregrinação, por cerca de dez anos, pesquisando documentos históricos e percorrendo a região da Valáquia a fim de compor este livro.
O Príncipe Vlad III, ou Vlad Tepes (do romeno:impalador- que fofo) é a personagem real que inspirou o famoso Vampirão Conde Drácula, (Ó vocês errados, o cara era príncipe) apenas por ser BEM cruel com seus inimigos, e segundo a lenda, gostar muito disso. 


Com um grande número de notas de rodapé, e baseado em boa parte pela obra dos acadêmicos Radu Florescu e Raymond T. McNally, mundialmente conhecidos pelo seu trabalho sobre o Príncipe,  o romance tenta ser o mais históricamente preciso, apresentando, por vezes, um tom um tanto didático, como se o texto fosse parte de uma aula (legal, diga-se de passagem) de História.
No livro, o próprio Vlad conta, de seu túmulo, sua vida. A história começa por volta  1442, quando Vlad, aos 11 anos, passa a ser  "convidado" do Sultão na corte turca. Até então um menino, Vlad começa a amadurecer, e passa a reconhecer em si o Filho do Dragão, ( é este o significado da palavra Drácula) e sabendo- se cativo, passa a desenvolver habilidades de força e estratégia, a fim de retomar seu lugar como príncipe da Valáquia, e exercer seu direito hereditário ao poder. (tá reconhecendo esse papo???) 
Para isso, ele se torna um homem implacável com seus inimigos, e essa falta de compaixão transformou - se em pano pra manga,  gerando diversos relatos sobre sua crueldade.
Bitch, please! Que falta de originalidade.
O livro apresenta esta faceta de crueldade do príncipe, e tenta até compreendê-la dadas as condições de vida de Vlad - a morte do pai e do irmão mais velho, seu exílio entre inimigos desconhecidos, as responsabilidades que lhe foram atribuídas logo cedo, etc. 
Em raros momentos de licença poética (mas ainda assim, com forte embasamento histórico) Roberta nos apresenta também o lado humano de Drácula, ao nos introduzir às histórias de suas mulheres: A primeira esposa, no livro chamada de Voica que, segundo a tradição local, suicidou-se durante uma invasão turca. A amante, Irina que na história é a mulher a quem realmente ama, e é com ela que vislumbramos raros momentos de humanidade do sanguinário príncipe. Embora não seja historicamente confirmada, a possibilidade de que Vlad tivesse uma amante é largamente aceita, uma vez que a prática não era incomum aos nobres da época. Por último, conhecemos a segunda esposa de Vlad, no livro chamada de Ilona, representada como uma mulher forte, e admirada pelo príncipe. 
A autora, entretanto, apesar de utilizar de uma certa aura de mistério no início do livro, utilizando o próprio Drácula como narrador da história, passa longe de teorias conspiratórias sobre pactos demoníacos e vampiros no desenrolar da história.
"Drácula: O Homem por trás do mito" é quase um relato histórico, levemente romanceado, em momentos onde certo sentimento do protagonista e diálogos não relatados precisam ser inseridos; além disso, raramente se utiliza de personagens que não tenham sido verdadeiros e comprovados historicamente, e por isso, para mim, é tão bom. Ele foge daquela expectativa inicial de ler algo sobrenatural, e realmente nos mostra Vlad III, o homem que despertou a imaginação de tantos, e que até hoje paira com certa aura de mistério no imaginário dos curiosos.
Conhecê-lo sem a máscara de monstro, por meio de uma aficionada pelo assunto foi uma das coisas mais deliciosas desta minha vida de leitora, criança trevosa, maluca da conspiração, etc e tal.
E vocês, se interessam pelo Drácula? Leriam um livro desses? Me falem tudo, que eu tô curiosa pra saber quantos doidos temos aqui! Huahauhauhauh.
Beijo!
Fala comigo, ou vou mandar o Drácula te PEGAR! Hahahahha

16 comentários:

  1. Caaaara eu adorava essa novela kkkk esses dias mesmo tava pensando que bem que poderiam passar no Vale a Pena Ver de Novo haha mas enfim.. quanto ao Príncipe Vlad III eu já tinha lido sobre a fama dele e nooossa, o cara era muuuuito ruim mesmo! Eu fico imaginando o próprio então contando sua vida nessa obra.. rs. Mas fiquei pensando se ele era tão insuportável quanto o Viserys kkkkkkk ooow personagem chato haha Mas Drácula sempre foi um clássico para mim (e para tantas milhões de pessoas né) e conhecer o cara que inspirou o famoso e mais poderoso de todos os vampiros foi muito assustador, confesso. Como de costume, adorei a sua resenha Amanda e mais ainda a música do Shaman no início haha beijos flor ;*

    Mutações Faíscantes da Porto

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    1. Huauhauhahuahua Carol, eu pensei a mesmíssima coisa. Guilty pleasure essa novelinha. Hauhaahahauhau. Olha, nesse livro ele nem é insuportável, pq é ele falando dele mesmo. Huahauhauah. Mas o Viserys é um pé no culhão mesmo, eu me deliciei com o fim que ele teve. Hauhaha

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  2. Eu amooooooooodoro essa música! O livro, li há muitos anos, nem lembro direito dele. Mas lembro-me que na época, eu gostei deveras. A construção psicológica dos personagens são o que mais me atraiu... Sua resenha ficou fantástica, adorei como você trouxe a história. Na medida.
    http://poesianaalmaliteraria.blogspot.com.br/

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    1. Lilian, que legal que você leu também. Eu, como vc havia lido, adorado e depois esquecido completamente. Reli agora como se fosse algo novo, e fiquei surpresa de novo. A musica é uma lindeza a parte. Obrigada por elogiar essa doideira toda. Beijos

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  3. Que perfeita e divertida esta resenha simplesmente eu adorei, amo esta musica também criança trevosa rsrsr o livro me pareceu tudo de bom realmente, daqueles que faz a gente ligar e religar muitos cacos dentro de nós .. grande bjo e parabéns :)

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    1. Hahuahuahuahu. Obrigada Lunna. Sim, eu jamais admitiria na época, mas agora tenho que dizer: Fui uma criança trevosa. Hauhauhauha. Sou fascinada pelo príncipe Vlad, e este livro é sucesso pra quem curte, viu. Obrigada de novo pelos elogios. Beijos.

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  4. Menina, eu já tinha ouvido falar, mas ainda não tinha lido nada a respeito. Eu sempre gostei da história do Drácula, desde criança, mesmo quando morria de medo, achando que era tudo verdade. Por isso acho que adoraria conhecer melhor como o próprio t[tulo dia, o homem atrás do mito.
    Bjs, Rose.
    Fábrica dos Convites

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    1. Rose, é bem legal essa faceta do personagem real e histórico. Se você gosta do Drácula, vai adorar o livro.

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  5. Tenho que começar dizendo que dei muita risada lendo essa resenha. haha. Coma sua crítica e as imagens.kkkk. Mas que legal esse livro. Interessante o trabalho que a autora teve em fazer pesquisa, um estudo, Para trazer algo consistente. Gostei disso. Mostrou que ela não fala qualquer bobagem no livro, haha. Espero. Muito boa mesmo, a resenha. Parabéns!

    beijos..

    http://livrosfilmeseencantos.blogspot.com.br/

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    1. Huahauhauahuahu! Abafa a minha demência, Ana!!! O trabalho da Roberta parece tr sido bem minucioso mesmo. Ela foi até a região onde era a Valáquia pra estudar documentos. Como eu disse, é quase uma aula de história, explica o contexto das guerras da região, das disputas religiosas... de romance só leves pinceladas mesmo, no tom exato pra parecer extremamente real. Beijo

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  6. Olha só que bacana, há dois dias atrás eu assisti o filme do Drácula rsrss, e um cara parou meu marido no cabeleireiro e conversou com ele contando a história verdadeira do Drácula, que ele existiu e tal, o cara entendia tudo sobre o Vlad.
    Coincidência? rsrs acho que é um sinal (eu tenho dessas coisas) adorei o seu post, como sempre você escreve sobre assuntos que me fascinam, livros.
    Adorei a resenha e como sempre bem detalhada.
    Beijos e sucesso.

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    1. Eita Josi... que babado!!! Drácula tá na área, socorro!!!

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  7. Eu gostaria muito de ler Drácula, é uma obra já antiga, mas que eu gostaria de uma edição específica. Vi muitas críticas negativas sobre o filme, e o quanto ele não conseguiu passar a ideia original do livro, uma pena, até perdi a vontade de ver. Espero poder ler o livro o quanto antes!

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    1. Então, isso deve ser porque o filme tem o intuito parecido com o deste livro, de revelar o Vlad Tepes, e não o Conde Drácula, do Bram Stoker. Eu, particularmente achei bem chatinho o livro do Stoker, prefiro algo mais nesta linha e na do filme também.

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  8. Oii, tudo bem?
    Meu professor de história falava muito sobre o Vlad. Quero muito ler esse livro, me deixou bem curiosa!
    Bjs

    A. Libri

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    1. Ah, que máximo esse seu professor. Huahauhauh. Bem que eu queria ter um professor assim (se bem que meus professores de história foram fantásticos em sua maioria, com exceção de uma que...abafa). Leia sim, vai complementar o que seu professor te passou, e quem sabe você descubra uma fixação, como eu. Hahuahuahauh

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