Da falta de vergonha na cara - Cronicas de um sortudo em Las Vegas (azar no amor,baby!)

11 fevereiro 2015

- Especial (IN)Feliz Dia dos Namorados

Crianças, já deu pra sacar que eu tô mais azeda que tudo, né? Eu espero que vocês entendam que a tia não tenha cabeça para ler agora, mas eu JURO pra vocês que após o (ECA) Carnaval eu tomo vergonha na cara.
Agora eu tô só com meus pensamentos e musiquinhas e minha fossa na cabeça.
MAAAAAASSSSSS como eu amo vocês, resolvi ressuscitar um textinho de fossa que fiz há algum tempo, por ocasião do Dia dos Namorados, quando eu estava nesta mesma situação ridícula.
 SIM, Dia dos Namorados. Porque agora a sofrência está globalizada, e os Forever Alone podem sofrer DUAS vezes ao ano: No nosso dia dos Namorados exclusivo, e no Bacião do Resto do Mundo, o dia de São Valentim (Chaves feelings)- dia 14 agora.
Eu juro, do jeito que eu tô , se eu me deparar com mais alguma coisa de amor dessa gringaiada na minha Timeline, terei um siricotico.
E pra você que tá na merda como eu, aí vai meu textinho com pretensões de Literatura Pop, uma bobeira que eu sonhei e escrevi.
Tia ama ♥



Capítulo I

Diga ao povo que morri...


Eu morri, tá?
Mas não precisa chorar por mim não, olha o meu corpo lá, caminhando pelas ruas... completamente sem alma...
Como um boneco, que anda e respira, mas não sente nada...Nem compaixão pelo mendigo na rua, nem raiva da mulher que grita com os filhos ( tão pequenos, coitados...), nem aquela alegria, aquele calorzinho que dá ao ver dois velhinhos, beem velhinhos se abraçando, andando de mãos dadas pela rua.
Pra falar a verdade, neste último caso, o robô malvado que se apossou do meu corpo frio e morto está programado automaticamente para a auto - piedade.E para odiar os velhinhos também.
Quem eles pensam que são, andando por aí se abraçando, esbanjando felicidade conjugal pela rua?
Enquanto o meu corpo (cadáver) - robô caminha por aí, infeliz e sozinho...

Continua...
Capítulo II

Amor - idiota, Idiota- mor... 


Eu sou uma idiota! Eu acredito no amor...
Eu ainda acredito que existe alguém, que mesmo não tendo os mesmos gostos que você, finja que tem, só pra ver sua cara de feliz ao compartilhar a descoberta do novo cd daquela sua cantora favorita, a 19,99 nas Lojas Americanas...
Eu acredito que existe alguém que, muito embora não queira ter filhos, te liga no domingo de manhã só pra te contar que sonhou com uma criança linda, que tinha olhos iguais aos seus, e o chamava de papai...
Eu acredito que pode sim existir alguém, com quem você pode passar aquele fim de semana de ócio, seja fazendo amor loucamente em todos os cômodos da casa, ou dormindo no sofá, depois de lavar a panela de pipoca, enquanto a tv fica ligada no Faustão...
Mas é claro que eu sei que esse idiota desse amor é só mais um conceito pré- programado, criado por Hollywood, para nos fazer assistir aqueles filmes porcaria, com o roteiro fraquíssimo ( garoto conhece garota- eles se odeiam- daí passam a se amar- algo terrível acontece- o amor prevalece a todos os perrengues - eles vivem felizes para sempre, numa linda casa hipotecada) e nos entupir de pipoca e Coca- Cola, e pagar 50 paus só nessa brincadeira de ir ao cinema...
É claro que eu sei que esse amor é só uma invenção da sociedade machista em que vivemos, a fim de convencer jovens garotinhas indefesas que não há nada de mal em trabalhar oito horas por dia, chegar em casa e ainda ter de lavar, passar, cozinhar e limpar para um troglodita ensimesmado, já que ele TE AMA...
Mas, honestamente, eu não quero deixar de tentar... Vai que o amor existe mesmo, né?
Eu é que não vou perder a chance de viver fuckin' Happily ever after...


Capítulo III

Diga ao povo que morri... Parte II
Daí o robô que se apossou do meu corpo sente ganas de atirar num dos velhinhos, com seu canhão a laser ( que ficou na lavanderia por engano) porque afinal de contas, ele é um robô cadáver, que não sente nada.
Nada a não ser auto - piedade e um enorme ódio de pessoas felizes.
Ele não pensa nem age como um ser - humano normal. Mas isso é óbvio, agora é um robô sanguinário e auto- piedoso, ocupando um corpo que morreu hipoteticamente de tristeza .
Sendo assim um robô altamente sanguinário e FDP meu corpo atira uma bolinha de papel na cabeça da velhinha, uma vez que é tudo que tem a mão, na falta do canhão a laser. ( que ficou na lavanderia, junto com a minha alma, que morreu afogada...mas fiquei de lama lavada!) O robô assiste à cena que segue, impávido, colosso, etc e tal...
A velhinha grita, leva a mão à cabeça. O velhinho se assusta com o grito e tem um infarto do miocárdio, seguido de um raio na cabeça. Ambos foram fulminantes. O velhinho cai, inerte no chão. A velhinha chora.
Bem feito! Quem mandou ficar de sacanagem, sendo feliz bem no meio da rua, justo quando tem um cadáver - robô a solta pela rua ( e olha que eles deram sorte, porque o canhão a laser ficou esquecido por engano, com a alma lavada e dois edredons, na lavanderia da esquina.)
O robô ri, com uma voz metálica. É a primeira vez que escuto minha voz de robô.
Uma lágrima rola pela minha face moribunda... Entro em curto - circuito...
Apesar de meu corpo ainda ser de carne e osso, o chip de robô no meu cérebro foi danificado após uma inundação.
De lembranças, claro, você não achou que a lágrima ia subir pro cérebro, né?
Acordo, assustada.... Que diabos, eu não sou um robô!
Mas ainda me sinto sem alma, e sem você o edredom faz ainda mais falta...
Não chorem por mim.... Eu já chorei tanto que sonhei com essa história maluca.

10 comentários:

  1. Cara tu é muito doida e isso que me faz gostar dos seus textos XD Sério, post perfeito! Adorei haha Vamos dar as mãos e ir pra fossa juntas então porque apesar deu ter namorado é como se não tivesse também muitas vezes.. beijos!

    Mutações Faíscantes da Porto

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    1. Carol, eu sou louca mesmo! Huahuahuahuahuah.
      Vamos dar as mãos, ngm merece se sentir sozinha namorando. Espero q melhore.

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  2. Amora que texto............... Eu acho que as melhores coisas que escrevemos saem dos piores momentos, porque qdo estamos no 'felizes para sempre', não queremos escrever nada, porque o mundo está tão cor de rosa, que a gente nem quer pensar nele........... Mas qdo estamos P da vida, todos os sentimentos precisam ser colocados para fora. Você escreve mega bem, escreva mais, que vou adorar ler seus textos. bju
    Eykler
    www.amorascompimenta.com

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  3. o amor e suas tragédias... já sofri tanto por causa dessa merda que sei não, viu...
    adorei teus textos, Mandy :)

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    1. Val, é uma merda, né? Menina, eu sou tão pessimista com tudo, mas nesse ponto eu consigo ser até ingênua, como eu acredito em amor, viu? Deve ser por conta do relacionamento entre meus pais, não sei. Eu só acredito mesmo. No duro. Ia ser mais fácil se eu desistisse, Rsrsrsrrsrsrs, mas eu não consigo.

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  4. Eu amo o Carnaval. Como sinto falta do Maracatu, nossa! não tem literatura certa que sacrifique meu carnaval heheheheheehehe Morri de rir com 'sofrência', acho esse termo engraçado. Mesmo estando 'azeda' sua veia cômica está a todo vapor. Quanto ao texto, ele é forte, parece um desabafo daquele que quebramos tudo, e fluido. Parabéns!

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    1. Eu sou assim, sabe... Uso de sarcasmo e ironia como uma proteção. Quanto mais ferida ou amedrontada estou, mais apelo para esse humor estranho. Sei lá pq faço isso.

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  5. Nooooooooooooooossa, quanto desamor. Que horríveeeeeel!
    Mas devo concordar, que o amor não é como nos filmes e seria muito mais fácil você passar por um probleminha ou outro e tudo se resolver pelo resto da vida.
    Na vida real um probleminha, vira um problemão que vira em outro e se por um acaso consegue superar isso, você não consegue ficar "feliz para sempre" pois logo logo vai começar tudo de novo T_T
    Mas ainda acredito no amor, haha <3

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    1. Mari, né desamor não, é só fossa mesmo. Eu também acredito no amor, mesmo com as pancadas que tenho levado.
      Acho que quando deixar de acreditar, vou ficar sem sentido. Eu sou uma boba apaixonada.

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