Resenha: O Duque e Eu (Os Bridgertons - 1) - Julia Quinn

22 dezembro 2014

Edição: 1
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580411461
Ano: 2013
Páginas: 288
Tradutor: Cássia Zanon
Sinopse:
Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo.
Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.
Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.

Resenha:

Nota:
Essa foi uma resenha daquelas feita com um imenso prazer. Daquele tipo que só se tem quando se lê um livro a muito desejado e não se decepciona. Eu recebi esse livro como cortesia da editora Arqueiro, através da Lilian Farias, autora do blog Poesia na Alma, onde eu agora sou resenhista também. Então desde já quero agradecer a Lilian e a Editora Arqueiro por essa oportunidade. Essa postagem saiu inicialmente lá, mas que quis traze-la para cá também.
Para lê-la no Blog Poesia na Alma, clique Aqui


Começamos a leitura presenciando o nascimento de Simon. O Duque, ou melhor o futuro duque de Hastings, e conhecemos assim um pouco da sua história, antes mesmo de sua concepção. Vemos o quanto seu pai desejava um herdeiro e que para consegui-lo permitiu que a esposa continuasse a tentar engravidar (para agrada-lo) mesmo após vários abortos e a proibição dos médicos a uma nova gravidez. Ela enfim conseguiu deu-lhe o tão sonhado filho homem, mas não sobreviveu ao parto. Vemos em seguida o pai exibir o filho como um troféu, para alguns poucos anos depois rejeita-lo e afasta-lo completamente do seu convívio, simplesmente por perceber que o garoto não era o herdeiro perfeito com quem sonhara.

Na sequência somos apresentados a família Bridgerton, já anos mais tarde. Uma grande família inglesa, onde Violet, a mãe, tente reger (e se vira muito bem) seus 8 filhos. Os Jovens Bridgertons foram nomeados de uma forma bem peculiar, por sequência alfabética correspondendo as datas de nascimento.
Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth. E cada um deles protagonizará um livro da série. Cada um deles é um personagem marcante, com personalidades marcantes e características muito individuais, o que os torna muito interessantes, dos mais velhos aos mais novos.

A protagonista da vez é a Daphne, a quarta filha, e mais velha das mulheres. Após debutar passou a sentir na pele o engajamento da mãe na tarefa de lhe casar. Só que Daphne não consegue candidatos à sua altura, alguns são velhos demais, outros idiotas demais e os candidatos que lhe serviriam para um marido em potencial a veem apenas como uma grande e boa amiga. É nessa mesma época que Simon volta para Londres após uma viagem pelo mundo, para assumir o ducado agora que seu pai está morto. Ele, agora um homem atraente, inteligente e imponente, que adquiriu uma ampla fama de libertino. Capaz de com um olhar assustar um homem, ou encantar uma mulher. Mas, no fundo ele ainda carrega as profundas marcas de todo o sofrimento enfrentado no passado.
Em seu primeiro evento público na corte de Londres, ele tem um encontro completamente inusitado com Daphne (que é irmã de seu melhor amigo, mas que ele ainda não conhece pessoalmente), em uma situação que renderá ao leitor muitas gargalhadas (eu parecia uma esquizofrênica lendo, ria e falava sozinha). E em seguida ele descobre que os bailes da alta sociedade podem ser muito perigosos, para duques solteiros. Principalmente quando existem mães predadoras à sua espreita e há uma misteriosa colunista de fofocas local que não pensa duas vezes antes de alfinetar qualquer um.
E é aí que ele têm abrilhante ideia de fazer um pacto com Daphne, mesmo que isso lhe custe a cabeça, que seu amigo Anthony Bridgerton ameaça arrancar. O pacto consiste em Simon fingir que corteja Daphne publicamente e assim afasta as mães (lê-se: aves de rapina) do seu encalço, ao mesmo tempo em que desperta o interesse de outros pretendentes para Daphne. Afinal, se o duque a quer, quem não a iria querer, não é? Só que como vocês podem imaginar, O plano foge de controle e o que deveria ser uma farsa torna-se real. Algo que poderia até ser tachado de cliché, mas as diversas coisas que acontecem posteriormente fazem o livro fugir à essa conjectura.

Só que eu não vou contar mais nada e você vai ter que ler para saber, pois todos merecem desfrutar a surpresa dessa deliciosa leitura.

Eu simplesmente amei os personagens criados pela Júlia Quinn. Onde mesmo o romance sendo um histórico que se passa no século XIX onde as mulheres deveriam ser submissas, Daphne, não o é. (Pelo pouco que vi das outras Bridgertons nenhuma é!). Pelo contrário ela é uma mulher determinada, cheia de vontade própria e que corre atrás do que quer. Corre tanto, que acaba tendo uma atitude completamente ridícula, o que acaba me irritando um pouco com ela. Mas, depois a perdoei.
Já o Simon é um personagem encantador do início ao fim. Mesmo com tantos traumas e complexos, que o faz travar épicas batalhas interiores, relacionadas às experiências traumáticas da infância e resoluções vingativas tomadas após anos de desprezo, ele consegue ser sempre um cara maravilhoso. O Personagem é dosado na medida certa; inteligente, sagaz, sarcástico, sexy, interessante, tudo na medida certa!
Dos irmãos Bridgertons me apaixonei pelo Colin, gostei da personalidade dele, simples assim!

A Escrita da Júlia é mágica. Em alguns momentos ela nos faz rolar de rir. E depois nos faz ir ao delírio com um simples beijo.
Há tempos que eu não havia lido a descrição de um beijo tão excitante. As cenas mais picantes, são doces, sensuais e nos fazem sonhar!
A caça das mães casamenteiras é um show à parte dentro da leitura. Porém a coisa mais surpreendente na narrativa é a história de amor, que não lida com um relacionamento simplesmente platônico, ou baseado apenas em química sexual. A História entre Simon e Daphne se baseia em cumplicidade, amizade e os empecilhos que surgem no relacionamento, são todos de cunho psicológico. Onde os personagens precisam trabalhar mágoas do passado para melhorar o futuro. Tudo isso tendo como plano de fundo o relacionamento de uma grande família que se ama e se protege.

Recomendo a leitura, o livro é maravilhoso, virou um favorito e a autora ganhou mais uma fã!

Espero que tenham gostado da minha resenha, beijos.


5 comentários:

  1. Oii! Também amei esse livro! É um amor néh?? Acho que você sabe que é uma série de livros independentes néh? Leia os outros e vocês vai amar cada vez mais a escrita da Julia Quinn e os Bridgetons <3

    Abraço!
    http://literariandoporai.blogspot.com.br/

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  2. Noossa, realmente parece ser uma história cheia de encantos e muito gostosa de ser lida.. gosto mais de histórias assim quando envolve vampiros, mas essa também me chamou a atenção, adorei sua resenha Kris, super beijo!

    Mutações Faíscantes da Porto

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  3. quem sabe um dia eu leia esse livro, fiquei empolgada quando ele saiu, mas a série é enorme, e não sei se teria como ler tudo, ainda mais que tenho tanto livro em minha lista xD
    mas ele me traz lembranças de Austen, não sei pq rsrs

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  4. Ainda não li nenhum dos livros. Pensei que fosse uma trilogia, mas ao que parece, são quatro livros, né?
    Que bom que as mulheres não são submissas. Às vezes, surgem pérolas no meio da história.

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    Respostas
    1. Lilian serão 8 livros, mas até agora a editora lançou apenas 4.

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