Resenha: Rainha Sarah - UM -- Érica Araujo e Castro

17 novembro 2014

Edição: 1
Publicação Independente
ISBN: 9788591662302
Ano: 2013
Páginas: 470
Sinopse:
"Rainha Sarah – Um não é pornografia para mamães"
"Rainha Sarah – Um" contém um relato ficcional em que uma Dominadora (adepta do BDSM, subcultura urbana que inclui Dominação e Sadismo) conta como conseguiu, enfim, realizar-se enquanto Senhora ao obter o primeiro de seus dois submissos – o qual ela chama de Um. O livro é a história dele, por isso o subtítulo. O livro contém a descrição do relacionamento da Dominadora Sarah e Um desde o momento em que ambos conheceram-se conversando pela internet até o momento em que acontece o Encoleiramento definitivo do submisso em uma cerimônia pública. Todo o relato é recheado de cenas de práticas fetichistas envolvendo látex, saltos, cordas, algemas, velas, agulhas – sendo, na verdade, o maior fetiche retratado, o da submissão masculina. Tudo isto em um contexto totalmente voltado para a realidade da subcultura BDSM, segundo é, de fato, praticada no Brasil e no mundo.

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Resenha


Enquanto eu estava lendo o livro em algumas conversas, tanto pelo Facebook quanto pessoalmente, quando eu explicava que o livro que eu estava lendo era sobre BDSM as pessoas faziam a mesma pergunta: “É igual 50 tons de cinza?”
Vou responder aqui a mesma coisa que respondi as pessoas e explicar a minha resposta:
Não, Rainha Sarah – Um retrata o BDSM de verdade.
Uma das maiores diferenças entre os dois livros é que enquanto 50 tons foi escrito baseado em uma fantasia da autora em relação ao que era o BDSM, Rainha Sarah foi escrito baseado na vivência de tantos anos da autora.
Outra diferença crucial é de que o livro retrata o relacionamento pelo ponto de vista do dominador e além disso, diferente da maioria dos livros que abrangem essa temática, nesse a mulher não ocupa o espaço da submissão, ela ocupa o outro lado, o que empunha o chicote, e diga-se de passagem, o empunha com muito mais autoridade que muito macho por aí.

O Livro conta a história de Rainha Sarah, uma dominadora talhada a lá Marquês de Sade, que em meio a sua busca constante pela submissão ideal, encontra num chat da internet um submisso que corresponde as suas expectativas e encaixa-se no perfil para ocupar o primeiro lugar de seu canil. Sim, primeiro, pois ela os quer em par.
E então, temos o prazer de acompanhar todo o treinamento do jovem UM, o vemos submeter-se, provar dos mais diversos tipos de torturas físicas e psicológicas, até o dia do seu desejado encoleiramento.

Eu acho que leitores que se interessem pela temática – ou que tenham se iludido através de 50 tons de cinza – deveriam ler esse livro e assim, entender como o BDSM funciona na prática, na vida real. O Livro não se trata de apenas erotismo, ele é didático em relação ao assunto e coloca um pouco de luz sobre ele. E cumpre o papel a que se propôs de mostrar o que é o FEMDOM.
Ah, não posso esquecer de falar da Senhora Playlist que a Erica nos deu para acompanha a narrativa.
É provável que um leitor baunilha ache o livro pesado, e ele realmente o é, em alguns momentos até eu me vi nauseada com as cenas de dominação psicológica. Mas isso é algo recorrente em todos os livros dessa temática, quem já leu os livros do Marquês de Sade ou os de Sasher Von Masoch sabe do que eu estou falando.
O livro é gostoso de ler, é bem direto e tem uma linguagem bem natural. Como eu conheço a autora há certo tempo (ainda que apenas virtualmente) tive a impressão, por diversas vezes, de que estava conversando com ela, mais uma vez e que pessoalmente ela me contava a história. Outra coisa legal na narrativa é que o livro vai esquentando aos poucos no decorrer da história e no final...

Pega fogo!
A diagramação do livro é ótima, letras grandes e bem espaçadas. A Capa é bonita, eu só não gosto muito da fonte que foi usada para o título e a escrita do livro é impecável, nenhum errinho na revisão, e se tratando da Érica, eu não poderia esperar outra coisa.

Lhes recomendo olhar por essa fechadura, porém olhe livre de preconceitos e aberto a possibilidades. Pode ser que você se assuste, afinal esse não é um universo para todos, mas sem dúvidas sua libido lhe trairá por diversas vezes no decorrer dessa intensa leitura.
Não posso deixar de ressaltar o aviso que a autora nos dá na sinopse:
“Rainha Sarah - Um não é pornografia para mamães” e não é mesmo!
Atreve-te?!

Pra comprar o seu entre em contato com a autora via e-mail: rainhasarah01@gmail.com


 Meu Exemplar


Beijos amores


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10 comentários:

  1. gostei do par de algemas na photo xD lembrei da que Minho comprou e nem pudemos inaugurar porque 'o dono' levou ¬¬ kkkkkkkkkkkkkk
    Mlr, tava lendo a resenha pelo skoob, quando vi a atualização tua lá... Eu fiquei doidinha pra ler. BDSM é um assunto que me desperta interesse, embora eu seja bem leiga na questão... E se ele tem pitadas de Sade ao invés de 50 tons, lógico que vou querer ler na hora hehehe

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    1. Val a leitura é ótima, tenho certeza de que tu iria adorar,
      Fora a playlist que é maravilhosa.

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  2. UUUUUUI que medo desse livro véi kkkkkk eu sou um tanto quanto curiosa com esses tipos de histórias kk mas só não posso comprar e ler em casa porque minha mãe tem mania de pegar meus livros pra ler também hahah pensa ~ mas adorei sua resenha, ficou muito show!

    Mutações Faíscantes da Porto

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    1. Caroline, eu me lembrei de tu falando isso quando tava escrevendo a resenha.
      É fogo isso, hauhauha
      Beijos e obrigada

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  3. Oi, Kris!
    Para falar a verdade, nunca li obras sobre essa temática... Anda "em alta" ultimamente, né? Nunca me interessei por "50 tons de cinza" porque sempre me pareceu, parafraseando a Érica, "pornografia para mamães" ou pior "fantasias eróticas para mulher traída". Posso estar sendo super injusta com a obra, mas sei lá, não acho que aborda o assunto de forma realmente interessante.
    Esse, pelo visto, é bom. :)
    Beijo.
    Karina
    http://daliteratura.wordpress.com

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    1. Olha Ana eu li 50 tons e achei bem coisa pra coroa carente, que querdar um gás na relação, ou fantasiar com um cara legal.
      O Livro é bem de fantasia e distorce muito o que é o BDSM, pinta como um paraíso e fez muitas mulheres saírem loucas em busca de um Cristian Grey pelos chats bdsm da vida e se colocarem em risco.
      O da Érica é bem real, tem parte que com certeza vão chocar uma pessoa não praticante, por isso que eu acho que deve ser lido, pra desmistificar essa doçura que 50 tons aplicou a prática.

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  4. Sinceramente nem sei o que pensar sobre essa temática. Uma vez, quando era mais nova eu conheci um homem (epoca do orkut) e ele me falava sobre essas coisas, ele era super educado e tals mas gostava de uma mulher submissa, ao contrário do que conta a história, mas gosto é gosto e NÃO DÁ para discutir. Não é algo que eu tenha interesse. Já vi/li algumas coisas, mas por cima, não dá, não me interesso hahaha, mas a resenha tá legal, pela sua escrita, não há mais que eu possa dizer sobre hahaha acho que falei demais. Beijos.

    www.prettythings.com.br

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    1. É Mariana, não é pra todo mundo não.
      hauhauha, eu até hoje me assusto com algumas coisas, hauhauha
      Beijos

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  5. Que legal. Adorei a parte do NÃo é pornografia para mamães. Huahuahuahau. Deu vontade de ler, já que você falou que é assim tão ótimo. eu tenho lá meus problemas com literatura erótica, já conversamos sobre isso. Mas pela sua descrição, acho que esse livro não tem nada das coisas que me incomodam neste tipo de literatura- coisas que 50 tons está cheio. Huahauhaua.

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    1. Amanda, tu é Kink, tu ia curti essa leitura sem sombra de dúvidas, Beijoooos

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