Resenha: Rain Man - Leonore Fleischer ou Da estranheza de se ler o livro após ver o filme.

29 outubro 2014

Edição: 1ª
Editora: Record
ISBN:  9780582529434 (Acreditem ou não, este exemplar não tem ISBN na capa ou contracapa, ou mesmo qualquer informação sobre a Edição, uma maravilha.)
Ano:1989
Páginas: 206

SinopseCharlie Babbit, um jovem yuppie, fica sabendo que seu pai faleceu. Eles nunca se deram bem e não se viam há vários anos, mas ele vai ao enterro e ao cuidar do testamento descobre que herdou um Buick 1949 e algumas roseiras premiadas, enquanto um "beneficiário" tinha herdado três milhões de dólares. Curioso em sabem quem herdou a fortuna, ele descobre que foi seu irmão Raymond, cuja a existência ele desconhecia. Autista, Raymond é capaz de calcular problemas matemáticos com grande velocidade e precisão. Charlie sequestra o irmão da instituição onde ele está internado para levá-lo para Los Angeles e exigir metade do dinheiro, nem que para isto tenha que ir aos tribunais. É durante uma viagem cheia de pequenos imprevistos que os dois entenderão o significado de serem irmãos.
Exemplar roído, de sebo.

Mal dá para ver o nome da autora nesse livro. Hauhauhauhauah
Minhas Opiniões sobre o Livro

Eu aconselho a vocês que nunca leiam o livro após ver o filme. Sério.
Eu queria muito ler "O menino do pijama listrado", mas depois da experiência com Rain Man, eu desisti. 
Se o filme é adaptado de livro e eu não li, too bad, já era, perdeu.
Isso porque ver o filme antes prejudicou SERIAMENTE a experiência da leitura.
Não é nem o Spoiler, porque vamos combinar: é uma história previsível; mas toda aquela viagem de imaginação fica prejudicada. Não dá pra criar rosto, cenário, a cena na cabeça. Só o que me vem é o maldito filme. Isso deve ser ótimo pra quem tem imaginação preguiçosa (existe isso, tipo Lula Molusco??), mas pra mim foi um tiro no pé.

IMAGINAÇÃO (Com voz de Bob Esponja, por favor)

Estragou o prazer da leitura num nível que eu não imaginava ser possível.
Bem, vamos ao livro.
Por incrível que pareça, SIM é uma história clichê, SIM tem um final previsível, SIM, está catalogado como comédia dramática e eu não ri nenhuma vez... 

Não "esbozei" um sorriso com esse livro.

...MASSSS eu gostei do livro.
Embora Charlie Babbit seja um ser humano desprezível, o charme e carisma de Raymond carregam o livro nas costas, até que chega o ponto em que é possível suportar a presença asquerosa de Charlie.
Histórias familiares sempre me comovem, porque eu vivo num maldito clã, e cada agregado que chega tem que se enturmar e pá, então eu sempre me emociono quando leio sobre famílias disfuncionais, que reencontram o amor um pelo outro, e tudo tão lindo, e nhóim.
Além disso, desde pequena me interesso por livros que tratam de deficiências intelectuais, pois vivo numa família repleta de professoras, trabalho em uma escola estadual que é referência para deficientes aqui na minha cidade, e ver relatos que insiram essas pessoas na realidade do mundo me deixam muito feliz.
Claro, a conexão com uma pessoa autista, ainda mais no caso de Raymond, que aparenta ser grave, é muito mais demorada e complicada do que as duzentas páginas desse livrinho poderiam descrever. Mas é um livro bonito, e no fundo eu tenho um coração gente, ou vocês acharam que não?
A forma como Charlie se transfigura de uma criatura nojenta em um ser humano parcialmente aceitável (tá, eu não gosto do Charlie, Huahuahauhauahuahauhau) é muito bonita, principalmente depois que ele volta a reconhecer o irmão, e se lembrar da figura que ele representava na sua infância.
Eu realmente fiquei tocada com o livro, embora grande parte da minha avaliação de uma leitura seja pautada na capacidade que o autor tem de nos fazer entrar na história, e neste livro eu não cheguei  a ter a oportunidade de fazê-lo, pois estava contaminada pelo filme.
Claro, o clichezão da família que sofre um baque e depois voltam todos a se amar e ajudam um ao outro a melhorar é utilizado numa escala assombrosa, mas pela primeira vez, me pareceu tão perfeitamente plausível, que não incomodou nem um pouco.
Pra mim Rain Man é um livro que poderia fácil fácil ser aquele que eu tenho vontade de defenestrar, mas ele tem um algo a mais, não sei se é a construção de Raymond, ou mesmo do asqueroso Charlie, que me fez amá-lo ao invés de odiá-lo profundamente, como ocorre com os livros clichês que eu leio.
Então tá, o livro é bom, mas tente sempre ler o livro antes de ver o filme, porque rola uma sensação estranha.
E não sou eu quem está dizendo, é o He-Man!

P.S: Quem achou que hoje eu fui longe demais com as piadinhas ilustradas levanta a mão. 0/

4 comentários:

  1. Já vi o filme, nem sabia que tinha o livro. :|
    Bjão

    www.blogdajeu.com.br

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    1. Eu também não ssabia, descobri tarde demais. Huhauahaua

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  2. Gostei! Acho que vou dar uma olha, no livro primeiro é claro kk mais é sempre assim os filmes estragam os livros na maioria das vezes, eu me revolto até agora com PJ, rick riordan caprichou tanto no livro pra fazerem aquilo com o filme! Poxa! É super ruim isso.

    http://umaanalistaemcrise.blogspot.com.br/?m=1

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    1. Hauhauhauahau, eu não li o livro não. até gostei do primeiro Percy Jackson, mas o Mar de Monstros é de matar de tão ruim. Dá raiva né, de como o povo gosta de estragar os livros. Hhuauahauhau

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