Resenha: O enigma de Sherazade, de Raymond Smullyan

01 outubro 2014

Edição: 1ª
Editora: Jorge Zahar
ISBN: 8571104697
Ano:1998
Páginas: 172

Sinopse: Nesta paródia das Mil e uma noites, a fim de entreter o sultão e não perder a cabeça, Sherazade lança mão de estratagemas que também irão intrigar o leitor: Problemas lógicos, e matemáticos, adivinhações diabólicas, charadas do arco-da-velha, meta-enigmas, paradoxos desconcertantes, enigmas gödelianos, exercícios de verdade/mentira. Contém as soluções.



Minhas Opiniões sobre o Livro: Kris é a leitora mais rápida do Oeste, então eu tento me virar pra achar entre meus lidos um livro que eu tenha CERTEZA que ela não leu, não resenhou, não comentou aqui.
Como eu sei que a esta altura, vocês já sabem sem erro que eu sou maluca, não custa compartilhar um dos meus amores aqui: esses livrinhos de problemas lógicos. O Enigma de Sherazade é apenas um dos que eu possuo, todo requenguela, anotado de cima a baixo e com papeizinhos espalhados contendo místicas anotações ( que em sua maioria não dão em lugar algum, Hauhauhauhauahu).
Não me entendam mal. Eu não sou nenhum gênio da matemática. Fiz Humanas, e minha pior matéria na faculdade foi aquela uma que a gente nunca consegue escapar, pois por mais que a gente tente, sempre tem uma matematicazinha em todos os cursos.
Mas eu realmente gosto de enigmas. Eu gosto de resolvê-los e de me achar um gênio, e eu gosto de não resolvê-los, e quando descubro a resposta, ver o quanto eu sou tonta, e que a resposta era fácil.
Neste livrinho, o autor, que é matemático, lógico e professor emérito de filosofia, inicia com alguns problemas de lógica, os quais ele jura que descobriu num livro místico, que conta o real fim de Sherazade, onde ela passa mais algumas noites a distrair o sultão com suas perguntas lógicas, que culminam na Grande Pergunta, que impede que o sultão a mate, quer ele queira, quer não, uma vez que um sultão deve honrar sua palavra.
Após esses enigmas, Raymond Smullyan começa a expor seus próprios problemas de lógica coercitiva, paradoxos, enigmas gödelianos, (são problemas de lógica sem contas, onde você deve descobrir, por exemplo, quem é o mentiroso, qual frase fulano usou pra se safar de um problema, tudo muito divertido.) quebra- cabeças, que vão ficando cada vez mais complexos, até que sua cabeça pede arrego. HAHUAHAUH.
O livro contém todas as soluções, e nos casos  mais complexos, longas explicações sobre o motivo da resposta.
É um deleite, pra quem gosta de desafios. 
Ah, não resisto, aí vai um pra vocês:


76. Os Mazdaítas e Aharmânicos
"Chegaram-me notícias, Auspicioso Monarca, de uma cidade da Pérsia onde todos os habitante são ou Mazdaítas ou Aharmânicos."
"Minha nossa, o que esses nomes querem dizer?" Perguntou o rei.
"Os Mazdaítas são devotos do deus Persa Ahura Mazda, um deus do bem; já os Aharmânicos adoram o malvado deus Persa Aharman. Os Mazdaítas sempre dizem a verdade - não mentem jamais. E os Aharmânicos nunca dizem a verdade - mentem sempre. Dentro de cada família, todos os membros prestam culto ao mesmo deus, e assim se encontrarmos dois irmãos, eles sempre serão ambos mazdaítasou ambos aharmânicos.
E primeiro quero contar-vos justamente a história de dois irmãos, Bahman e Perviz, a quem certa vez perguntaram se eram solteiros ou casados. E eles deram as seguintes respostas:"
Bahman: Nós dois somos casados.
Perviz: Eu não sou casado.
"E então, Bahman é ou não casado. E Perviz?"
AAAAAAHHHH que lindo!!!! E aí, vocês sabem responder???
Que liiiindo! Huahuauahau. Ai gente, tchau, antes que eu pire ainda mais aqui!

8 comentários:

  1. oshi, eu tb corro de matemática. Nunca tinha ouvido falar desse livro, Amanda.
    E sinceramente, creio que não leria. Eu realmente detesto fazer cálculos, procurar soluções hahaha

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    1. Ah que pena, Maria Valéria. Eu não gosto de fazer contas, de jeito nenhum. Mas esses problemas de lógica me fascinam.

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  2. Nhaaa, sou de humanas também, mas tem alguns assuntos de matemática dos quais eu gosto muito. Se eu não me engano meu professor de matemática do ginásio vivia pra cima e pra baixo com um livro desse, se não era esse era lago de um árabe que calculava ou algo do tipo, hauhauha

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    1. Kris, acredito que seja O homem que calculava, de Malba Tahan. Eu nunca tive a oportunidade de ler, mas quem conhece diz que é apaixonante!

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  3. Olá Amanda! Menina esse livro me pareceu um tanto confuso, ou sou eu que estou enferrujada para livros de mistérios e enigmas? kkkkkkk eu gosto de livro que me faz penar, que me faz querer pensar com a cabeça do autor e ver óbvio, porque se prestarmos atenção quando um livro é de enigmas, o autor dá pistas sem fim dele, aí quando a gente descobre antes se Sente a própria Sherlock Holmes dos livros de mistérios e quando não descobre fica olhando para o nada e se perguntando como tal coia foi deixada passar, e aí voltamos só para ver onde 'erramos'. Está vendo, eu sou uma louca quando se trata de desvendar mistério.... kkkkkk
    Parabéns pela resenha e pelo blog
    bjs
    Eykler

    www.aghridoce.blogspot.com.br

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    1. Obrigada pelo elogio.
      O livro não é confuso não, são pequenos enigmas, bem divertidos!
      Eu também fico maluca quando deixo passar alguma coisa! Huahuahua.

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  4. Ai.. eu não curto esse tipo de livro não kkkkk fujo da matemática desde a 5ª série! kkkk e vou ser sincera, é uma obra que eu não pegaria pra ler não rsrs mas gostei da sua resenha, principalmente na parte que você fala que tem que ficar caçando algum livro que a Kris não leu haha parabéns pelo texto!

    Blog Mutações Faíscantes da Porto

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    1. Menina, a Kris deve ler uns três livros de uma vez, posso com ela não. Huahuahua

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