Monólogo de Ride - Lana Del Rey

23 outubro 2014

Hoje não foi um dia muito legal pra mim, acabei ficando sem clima pra postar, mas mesmo assim não queria deixar o blog às moscas sem nada e por isso agora a noite resolvi compartilhar com vocês um texto da Lana Del Rey que eu curto muito e me identifico.
O monólogo que a Lana declama na música Ride ♥
Espero que gostem!


 

 " Eu estava no inverno de minha vida – e os homens que conheci pela estrada foram meu único verão. À noite caía no sono com visões de mim mesma dançando, rindo e chorando com eles. Três anos estando em uma turnê mundial sem fim e minhas memórias deles eram as únicas coisas que me sustentavam, e meus únicos momentos felizes de verdade. Eu era uma cantora, não muito popular, que uma vez teve sonhos de se tornar uma bela poeta – mas por uma infeliz série de eventos viu aqueles sonhos riscados e divididos como um milhão de estrelas no céu da noite, que desejei de novo e de novo – brilhantes e quebradas. Mas eu não me importava porque sabia que era necessário conseguir tudo que você sempre quis e então perder para saber o que liberdade realmente é.

Quando as pessoas que eu conhecia descobriram o que estive fazendo, como eu tinha vivido – me perguntaram o porquê. Mas não há utilidade em falar com pessoas que tem um lar. Eles sabem o que é procurar segurança em outras pessoas, já que lar é onde você descansa sua cabeça.

Sempre fui uma garota incomum, minha mãe me disse que eu tinha uma alma de camaleão. Sem senso de moral apontando para o norte, sem personalidade fixa. Apenas uma indecisão interior tão extensa e tão ondulante quanto o oceano. E se eu disser que não planejei para que tudo fosse desse jeito, estaria mentindo – porque nasci para ser outra mulher. Pertenci a alguém – que pertenceu a todo mundo, quem não teve nada – que quis tudo com uma vontade por cada experiência e uma obsessão por liberdade que me aterrorizava a ponto de não poder sequer falar sobre – e me levou a um ponto de loucura onde tanto me deslumbrava quanto me deixava tonta.
Toda noite eu costumava rezar para que pudesse encontrar meu povo – e finalmente encontrei – na estrada aberta. Não tínhamos nada a perder, nada a ganhar, nada que desejávamos mais – exceto fazer de nossas vidas uma obra de arte.

VIVA RÁPIDO. MORRA JOVEM. SEJA SELVAGEM. E SE DIVIRTA

Eu acredito no país que a América costumava ser. Acredito na pessoa que quero me tornar, acredito na liberdade da Estrada aberta. E meu lema é o mesmo de sempre.
*Acredito na gentileza de estranhos. E quando estou em guerra comigo mesma – dirijo. Apenas dirijo.*

Quem é você? Você está em contato com todas as suas fantasias mais sombrias?
Você criou uma vida para si mesma onde é livre para experimentá-la?
Eu criei.
Sou maluca pra caralho. Mas sou livre.


– Lana Del Rey

4 comentários:

  1. Preciso confessar que não sou lá grande fã da Lana, mas ela reaaaaaaaalmente arrasa nesse monólogo!

    bjos,
    Bianca
    www.blogsomaisum.blogspot.com.br

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    1. Eu gosto viu? hauhauha
      Pra mim ela é diva cantando e escrevendo.
      Até atuando, pago pau pra Lana <3

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  2. Relutei bastante com a ideia de ouvir Lana, aquela velha história de não curtir música sonolenta... Mas, cara, eu ando muito nessa onda de ouvir Lana. É tão bom, traz paz.
    E sobre o texto: Uau!! Adorei. Muito bom.



    www.bookecoffee.blogspot.com

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    1. Caah, acho isso muito intriga da oposição,
      Não acho as músicas da Lana sonolentas,
      Acho-as extasiantes, em mim elas despertam várias vontades
      entre elas dançar e fazer sexo HUEHUE.
      Mas sério mesmo, adoro colocar ela, quando vou ler.
      Fora as letras que são fodonas.

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