Cinefilia - Lost and Delirious (Assunto de Meninas)

26 julho 2014

Ainda no clima da resenha do livro anterior, vou falar agora de um dos meus filmes preferidos com um casal homoafetivo.
Lost and Delirious que no Brasil recebeu o nome de Assunto de meninas (porque como sempre as traduções são uma bosta).

O filme é uma obra da diretora Canadense Léa Poul do ano de 2001 e aborda a homoafetividade na adolescência, o preconceito, a discriminação e todas as consequências que eles podem acarretar na vida dos jovens.

O filme é um drama romântico, que mexe com as emoções do expectador e o leva a refletir, sobre o que é o amor, assim como todas as regras querem impor sobre as maneiras corretas de amar. 

Há como escolher quem amamos? Não. Então porque podemos escolher o sexo de quem iremos amar?

Clique em leia mais e acompanhe a resenha do filme.


Lost and Delirious (Assunto de Meninas)
2001
Longa-metragem
Direção: Léa Pool
Roteiro: Susan Swan (romance), Judith Thompson
Gênero: Drama/Romance
Origem: Canadá
Duração: 103 minutos
Sinopse:
Mary Bradford é uma menina tímida e quieta que é levada para um colégio interno, formado apenas por garotas, por seu pai, após a morte de sua mãe e a pedido de sua madrasta. Logo chegando em seu novo lar, Mary é apresentada às suas duas colegas de quarto, Tori Moller e Paulie Oster. Ao passo em que Mary vai tentando se adaptar ao local e arrumar suas coisas, ela logo descobre que Tori e Paulie são, na verdade, amantes. Quando Tori se vê sobre uma pressão enorme, incluindo por parte de sua pequena irmã, que estudava no mesmo local, ela decide terminar seu relacionamento com Paulie.



Trailer:



Resenha:

Primeiramente eu tenho que dizer que sempre irei agradecer a Luiza Lima por ter me apresentado esse filme, que tem sem dúvidas uma das histórias mais bonitas e sofridas que eu já vi. Acho que foi o primeiro filme focado num casal homoafetivo que eu já assisti, eu já havia visto outros casais em outros filmes, mas como coadjuvantes, como casal protagonista esse foi o primeiro e já me causou um impacto bem favorável.

O filme é narrado em primeira pessoa por Mary Bedford (Mischa Barton) que é enviada para um internato e lá acaba fazendo amizade com as suas colegas de quarto, que mantém um relacionamento "secreto". Elas se tornam suas melhores amigas e quando as coisas param de dar certo Mary vira uma espécie de mediadora e também a confidente de Paulie.
O relacionamento entre Victoria (Jessica Paré) e Paulie (Pipper Perabo) é quente, forte, profundo e apaixonado. Um misto de amor e amizade que parecia ser incondicional até ser alvo do preconceito.

Victoria é uma personagem meiga, doce mimada e altamente maleável, isso fica claro quando ela após ser flagrada, temer a reação da família e afastar-se de Paulie, começando em seguida um relacionamento hétero para manter as aparências. Paulie é uma personagem completamente passional. Ela não aceita o abandono de Vitoria e a sua fuga da realidade do que elas realmente são e do que elas realmente sentem, dando início assim aos seu martírio. A dor que essa personagem sente é tão intensa, que chega a ser impossível não nos envolvermos e sofrermos junto com ela.

Uma dos diálogos  mais interessantes do filme se passa entre Paulie e Mary:
Mary Bedford: "Você é uma garota apaixonada por outra, não é?"
Paulie Oster: "Não! Eu sou Paulie apaixonada por Tori... lembra? E Tori é, ela é apaixonada por mim. Porque ela é minha, e eu sou dela, e nenhuma de nós é lésbica!" 
Eu me identifiquei muito com essa fala, porque nela está implícita uma única coisa: "O amor não requer rótulos, quem ama realmente apenas ama, independente do que o outro seja, o importante é só quem ele é."
Tá parei, tô filosofando de mais, culpa do filme.

Então,como espectadora emocional que sou, eu criei um ódio pessoal pela personagem Victória, pra mim ela foi uma pessoa fraca, mesquinha e traidora. Já Paulie foi uma das personagens mais intensas que eu já vi na vida. Ela luta até o fim, uma das coisas mais marcantes (para mim) é o cuidado que ela têm com o falcão que acha machucado na floresta é como se ela se visse nele, ferida como ele. Outra coisa muito bonita é a amizade de Mary, que está sempre lá, apoiando, dando força, mesmo quando parece que a outra perdeu completamente a noção, ela entende que aquilo é a dor falando mais alto. Gosto da personagem da professora que é a única que entende a Paulie, me pareceu como se ela já tivesse vivido algo como aquilo.

Não posso falar mais para não dar spoiler, mas assistam não vão se arrepender.

Ah, sou louca pra ler o livro que o inspirou pena que não foi lançado no Brasil (Choraaa). Espero que alguma editora nacional compre os direitos dele!

A capa do filme no Brasil
Capa do livro The wives of bath que inspirou o filme.





"Vocês não sabem nada, o amor é.
Ele simplesmente é!
Não podem fazê-lo desaparecer.
É a razão de estarmos aqui.
É o topo da vida.
E, quando você chega ao topo e olha para todos lá em baixo...
está preso nele para sempre, pois se tentar mover-se,
você cai."
(Pauline Oester)
"E magoá-la... me asfixia! É como se eu não respirasse. Existe uma vida que eu tenho que viver. O sonho que meu pai e minha mãe têm para mim. E mesmo que isso esteja me matando... mesmo que isso esteja me matando, Mary, eu nunca mais serei a mesma Tori que se divertia com ela. Nunca mais ficarei com ela. Nunca mais... Jamais."
(Victoria Mollier)
Assista o filme completo no Youtube



Espero que tenham gostado, bom fim de semana

6 comentários:

  1. Eu simplesmente amo esse filme...Acho linda a história de amor das duas só não gostei do final :'(

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    1. Mily, mulher o final desse filme é pra lascar com a pessoa, chorei de desidratar.

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  2. Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhh!

    Amo livros e filmes de casais homoafetivos!
    Também é raro ver blogs divulgando esse estilo!

    Adore, adorei, adorei tudo! Ainda não conheço o filme, mas será minha próxima aquisição! ^^

    http://poesianaalmaliteraria.blogspot.com.br/

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    1. Assiste o filme que você vai adorar.
      Ah, você sempre vai ver divulgações de obras nesse estilo por aqui.
      Consideramos justa toda forma de amor <3
      Beijos e seja sempre bem vinda.

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  3. sou apaixonada por esse livro... aquela cena final...

    <3
    sem mais.
    http://torporniilista.blogspot.com.br/2014/07/tag-dos-filmes.html

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    Respostas
    1. Valéria xinguei tanto naquela cena final, depois fui chorar, kkkk
      Beijos e obrigada por tá sempre aqui <3

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