Resenha- As crônicas de Gelo e Fogo - Livro 1 - A Guerra dos Tronos

09 janeiro 2014



Há um tempo eu comecei a ler As Crônicas de gelo e fogo, mas acabei não escrevendo nada sobre, então vou começar agora a escrever as minhas impressões da obra de R.R. Martin.
Primeiramente posso dizer que podemos ficar felizes, pois estamos acompanhando em tempo real a criação de uma obra prima de um autor que com certeza se perpetuará pela história. Como aconteceu antes com C.S. Lewis e J.R.R. Tolkien.
Então sem mais delongas vamos para o que eu achei do livro 1 – A Guerra dos Tronos


Título: A Guerra dos Tronos
Título Original: A Game of Thrones
Autor: George R.R Martin
Editora: LeYa
Tradução: Jorge Candeias

Minhas impressões:
O que posso dizer de cara é:
  • Os livros que compõem as crônicas de gelo e fogo são apenas para quem realmente gosta de ler, pois de cara eles já assustam por causa do volume. (Minha sogra pensou que era uma bíblia, rsrsrs).
  • Há muitos fatos importantes nos livros que na série passam despercebidos.
  • Esteja aberto a diferentes emoções e sentimentos ao ler os livros, pois R. R. Martin é um autor surpreendente que não poupa ninguém, e nem faz questão de agradar a todos.
Resumo do Livro:
A História se inicia do outro lado da muralha, onde três integrantes da patrulha da noite são perseguidos pelos “Outros” (uma espécie de zumbis de gelo, que a maioria dos habitantes de Westeros acreditam se tratar de uma história para assustar criancinhas.). Apenas um consegue se salvar e acaba fugindo e desertando, mas é pego em Winterfell, lar dos Stark.
Uma família de nobres que governa o norte de Westeros, seu lema é O inverno está chegando e seu símbolo é um Lobo Gigante.

 Eddard patriarca dos Stark acaba por condenar o desertor a morte, pois essa é a lei que existe no reino.  Após a execução, no caminho para casa seu filho bastardo John Snow encontra o cadáver de uma Loba gigante entre a neve e junto a ele cinco filhotes e convence Ned a presentear com eles a cada um de seus filhos. Que também são cinco: Rob, Sansa, Arya, Bran e Rickon, mas antes de se afastarem ele percebe que não eram cinco filhotes mais seis. Resta um menor e de pelagem completamente branca e esse é o seu, a quem ele chama de Fantasma.

Em seguida ocorre a visita do Rei Robbert Baratheon a winterfell. Robbert é um rei fanfarrão dado a bebedeiras e farras com prostitutas, velho amigo de Ned Stark e que quase se casou com sua irmã Lyanna que morreu na mesma época em que Robbert virou rei (Essa é uma das personagens de quem quase não se fala nos primeiros livros, mas acredito que tenha uma grande importância no enredo.). Mas o rei não foi ao norte numa visita social, ele foi convidar (ou melhor, buscar) Ned para ser a “Mão do Rei”, substituindo John Arryn que morreu recentemente em condições suspeitas. A mão do Rei é cargo mais cobiçado e mais poderoso do reino, depois do rei, o que acaba o tornando também um dos mais perigosos.

Essa visita marca o começo da ruína da casa Stark. Primeiro Bran um dos filhos mais novos sofre um grave acidente que o deixa Paraplégico. John Snow decide se juntar a patrulha da noite (os patrulheiros que protegem a muralha dos perigos de fora, apesar de pensarem que esse se resume a alguns rebelados do outro lado da muralha). Praticamente forçado Ned acaba partindo para Porto Real (a capital de Westeros) levando Sansa que havia sido prometida a Jofrey (“Filho” do Rei Robert e da Rainha Cercei) e Arya a filha mais nova e rebelde () que é enviada na esperança de aprender a como ser uma dama.

Cercei é a Rainha de Westeiros, ela não tem uma relação muito boa com o Rei Robbert. Ela pertence a casa Lannister, a Fámilia mais rica de porto real, seu símbolo é o Leão e o seu lema é: Ouça-me rugir. Ela é a Irmã gêmea de Jaime, mais conhecido como o Regicida, por ter sido o assassino do Rei Aerys II, o rei louco, antecessor a Robbert. Tem outro irmão Tyron, mais conhecido como Duende por ser anão. A casa Lannister é uma casa de poucos amigos e muita ambição, cumpre sempre com as suas promessas e visa sempre se beneficiar de alguma maneira.

Daí em diante acontecem, diversas situações que levam a Eddard a entender no meio do que acabou por se meter. Ele descobre que no reino existe um emaranhado de mentiras e segredos muito perigosos, onde todos estão em busca de uma única coisa: Poder. Conheceremos Varys, um eunuco que trabalha para o reino e Mindinho, um cafetão que ajuda nas finanças do reino e faz empréstimos a coroa, para cobrir os rombos das farras do Rei Robert. Em seguida surgem vários acontecimentos que culminarão em um final épico e inesperado para os Stark.

Paralelamente, conhecemos a história de Viserys e Daeneyres os últimos sobreviventes da Casa Targaryen, a família real de Westeiros cujo trono Robbert tomou após uma sangrenta. Seu lema é Fogo e Sangue e seu símbolo é O Dragão, mas esses estão extintos quando a saga se inicia.
Ele é um rapaz megalomaníaco beirando a insanidade que busca apenas por poder, ou como ele diz o seu trono de volta e ela uma garota de apenas treze anos, que obedece cegamente o irmão e acaba sendo vendida em casamento ao chefe de um grupo de Bárbaros chamado Khal Drogo (mas isso foi bom :D), na esperança de conseguir seu exército e dar inicio a uma guerra de onde recuperaria seu trono.
No decorrer dessa parte da história podemos perceber o amadurecimento prematuro de Dany (Daeneyres) e o aflorar de sua paixão por Khal Drogo (e vice versa). Os Planos de Viserys são drasticamente frustrados pelo caminho e esse núcleo também termina com um desfecho surpreendente.

Minhas divagações:
Acho que consegui escrever um resumo do livro, sem spoilers e focando nas partes que pra mim foram mais importantes. De fato deixei de falar de muitos personagens (alguns inclusives que são muito queridos a mim) e talvez não tenha dado a devida importância a alguns no meu resumo. Mas isso acontece por que Martin é um autor muito complexo e detalhista, como ele mesmo diz nos agradecimentos do livro “Os demônios moram nos detalhes e um livro como esse tem vários demônios.” Isso porque ele foi minucioso nos detalhes do enredo, de forma que nenhum personagem do livro é por acaso. Até o mais simples estalajadeiro do livro em algum momento será importante na trama. Aconselho aos que lerem focarem-se nos detalhes, pois um simples comentário feito nesse livro um, uma vaga lembrança, um sonho ou devaneio, terá importância no desenrolar da trama. A partir do livro dois, onde o leitor já estará completamente envolvido com a trama e se sentindo parte do lugar, involuntariamente irão surgir diversas teorias relacionadas às ao  enredo e tudo isso é uma delícia.
Apesar de grande o livro é uma leitura gostosa, a linguagem é fácil, os personagens são intrigantes e apaixonantes, uns você vai amar e outros odiar completamente. Você vai começar a ler e não vai querer parar mais (pelo menos comigo foi assim). É como se você fosse transportado pra Westeiros, dá pra se imaginar vestida de cota de malha ou então naqueles lindos vestidos de damas rodados e com um espartilho que não te deixa respirar. Vale muito à pena!
Ah, outra coisa é impossível ler apenas um dos livros da saga, por isso é bom já ter o volume dois – A fúria dos Reis em mãos.

P.S.: A postagem ficou parecendo um jornal, mas eu ainda me sinto devendo muitas palavras, a muitos personagens, mas se eu fosse falar de todos que eu queria, não teria fim.

2 comentários:

  1. acredita que até hoje não tive interesse de ler a série, nem assistir xD
    nem é por preguiça de ler, mas sei lá... cisma boba a minha...
    talvez quando o pessoal enjoar de falar nela eu resolva ler kkkkkkkkkk
    bjs, Kris.
    http://torporniilista.blogspot.com.br/

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    1. Valéria eu te entendo, isso acontece comigo e "A culpa é das estrelas".
      Mas acho que você vai gostar.
      Bjo

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