Perfeita maldição

 


O som do vento era perfeito

A chuva era perfeita

O sol era perfeito

Minha mente era perfeita

Não fosse a maldição




Andar na rua era perfeito

Meu riso era perfeito

A noite era perfeita

Os olhares eram perfeitos

Não fosse a maldição




O dia poderia ser perfeito

Os sons eram perfeitos

A terra era perfeita

Se não fosse a maldita maldição




A mentira é perfeita

A verdade imperfeição

A tristeza é perfeita

Alegria imperfeição

E a infame maldição




Querer era perfeito

Nunca ter, imperfeição

Maldição Humano é o maldito

Gente, maldição

Se eu fosse formiga Perfeição

Eu sou humana Maldição.

 Lágrimas depressivas
 É assim todo o dia
 O sol clareia brando 
A lua suaviza meu pranto 
Medito sobre minha vida vazia

 Lágrimas de suplício
 Lágrimas geladas... 
Lágrimas desperdiçadas... 
Tentando aliviar meu martírio
 E eu odeio tudo isso, Odeio sentir essa tortura
 Ser seguida por essa amargura

 Até já tentei suicídio 
 Minha lamúria 
Meu terror que queima minha alma 
Minha mortificação que não me deixa ter calma 
Minha eterna fúria 

 Lágrimas... 
Lágrimas de dor 
Lágrimas sem amor Mágoas... 
 Tentei me afogar Nessa lamentação inútil
 Nesse lamento fútil 
Na bruma que disfarça o mar 
 Mas isso não me protegeu, Só me trouxe mais aflição, Só trouxe minha crucificação
 Mas isso não me abateu Pois, assim como eu Nesse mundo profano Sufocado nesse desejo insano Muita gente morreu... Nessa imortal depressão

Vampiro

 

Tu, que como uma punhalada Entraste no meu coração triste Tu, que forte como uma manada De demônios louca surgiste Para no espírito humilhado Encontrar o leito e o ascendente -Infame a que estou atado Tal como o forçado à corrente Como ao baralho o jogador Como à garrafa o borrachão Como os vermes à podridão -Maldita sejas como uma ROSA Implorei ao punhal veloz Que concedesse a alforria Disse após veneno atroz Que me amparasse a covardia Ah! Pobre! O veneno e o punhal Disseram-me de ar zombeteiro “Ninguém te livrará afinal De teu maldito cativeiro Ah! Imbecil – de teu retiro Se te livrássemos um dia, Teu beijo ressuscitaria O cadáver de teu Vampiro

Palavras ao Vento


 "Hoje eu estava sentada na areia e começei a pensar... 
Via as ondas... A Brisa do mar a tocar meu rosto... 
O Céu azul que chegava a doer meus olhos... 
E Na agua tão transparente do mar dava pra ver meu reflexo. 
Vi o rancor em meu rosto... E o ódio em meu olhos que sempre cultivei... 
Esses sentimentos provocaram uma enorme tempestade... 

O Mar que parecia calmo perdeu as suas ondas e ficou agitado, como meu humor... 
A Brisa que parecia um leve vento se tornou em um forte vendaval a balançar os galhos e a levar as folhas das arvores. 
O Céu foi tomado por escuridão e trevas como meu coração... 
Os raios e a destruição me lembravam de tudo que já vivi como se fosse um filme... 
Em toda minha vida nem um ato de bondade de fé e muito menos de compaixão... 
Eu sem saber sem ao menos querer me corromper por dentro e me destruí... 
Eu me sentia como uma estrela no céu, sozinha e que só dava pra se ver na luz da lua e que nem ao menos pertencia a uma constelação. 
Eu seria mais feliz agora se fosse um simples grão de areia levado pela leve brisa do mar..."

Sussurro

 Não me olhou,
Não me deu a honra do seu perdão, 
Não me apontou o caminho Da salvação,
 Não morou em meu peito,
 Esqueceu a vontade,
 Recusou minha ternura,
 Negou a realidade,
 Não viu que me feriu,
Não percebeu que me cortou,
Não notou a morte,
 Me afastou 
 Infeliz o momento que fechou os olhos Flutuou, levou me embora 
Cortou minhas asas 
Me fez despencar 
Não me sentiu 
Não me beijou 
Não me mostrou a verdade 
Não me aceitou 
Sussurrou... Em meu ouvido, bem baixinho: "Não te quero mais" 

O Corvo - Poe


"Em certo dia, à hora, à hora da meia noite que apavora Eu, caindo de sono e exausto de fadiga, Ao pé de muita lauda antiga, De uma velha doutrina, agora morta, Ia pensando quando ouvi à porta Do meu quarto um soar devagarinho, E disse estas palavras tais: 'É alguém que me bate à porta de mansinho; Há de ser isso e nada mais' Ah, bem me lembro! bem me lembro! Era no Glacial dezembro Cada brasa do lar sobre o chão refletia A sua última agonia Eu, ansioso pelo sol, buscava Sacar daqueles livros que estudava Repouso (em vão!) à dor esmagadora Destas saudades imortais Pela que ora nos céus chamam Lenora E que ninguém chamará mais"

Logo, ele conclui que deva ser alguma "...visita amiga e retardada... há de ser isso e nada mais".

"Minh'alma então sentiu-se forte; Não mais vacilo e desta sorte Falo: 'imploro de vós, - ou senhor ou senhora, Me desculpeis tanta demora Mas como eu, precisando de descanso, Já cochilava, e tão de manso e mansa Batestes, não fui logo, prestemente, Certificar-me que aí estais' Disse; a porta escancaro, acho a noite somente, Somente a noite e nada mais."

Nosso triste homem suspira ao ver a escuridão: "...Só tu, palavra única e dileta,/ Lenora, tu, como um suspiro escasso da minha trite boca sais; / E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço; / Foi isto apenas, nada mais"

Na sexta estrofe, o homem tenta acalmar o coração: "...Devolvamos a paz ao coração medroso, / Obra do vento e nada mais"

A sétima estrofe marca o encontro: "Abro a janela, e de repente, Vejo tumultuosamente Um nobre corvo entrar, digno de antigos dias. Não despendeu em cortesias Um minuto, um instante. Tinha o aspecto De um lord ou uma lady. E pronto e reto, Movendo no ar suas negras alas, Acima voa dos portais, Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas; Trepado fica, e nada mais"

A oitava, junto com a nona, a décima e a décima primeira são minhas preferidas... Aí estão:

"Diante da ave feia e escura, naquela rígida postura, Com o gesto severo, - o triste pensamento Sorriu-me ali por um momento, E eu disse: 'Ó tu das noturnas plagas Vens, embora a cabeça nua tragas, Sem topete, não és ave medrosa, Dize os teus nomes senhorais; Como te chamas tu na grande noite umbrosa?' E o corvo disse:'Nunca mais'.

Vendo que o pássaro entendia A pergunta que eu fazia, Fico atônito, embora a resposta que dera, Dificilmente lha entendera. Na verdade, jamais homem há visto Cousa na terra semelhante a isto: Uma ave negra, friamente posta Num busto acima dos portais, Ouvir uma pergunta e dizer em resposta Que este é seu nome:'Nunca mais'

No entanto, o corvo solitário Não teve outro vocabulário Como se essa palavra escassa que ali disse Toda a sua alma resumisse. Nenhuma outra proferiu, nenhuma, Não chegou a mexer uma só pluma, Até que eu murmurei: 'Perdi outrora Tantos amigos tão leais! Perderei também este em regressando a aurora' E o corvo disse: 'Nunca mais'

Estremeço. A resposta ouvida É tão exata! É tão cabida! 'Certamente, digo eu, essa é toda a ciência Que ele trouxe da convicência De algum mestre infeliz e acabrunhado Que o implacável destino há castigado Tão tenaz , tão sem pausa, nem fadiga, Que dos seus cantos usuais Só lhe ficou, na amarga e última cantiga, Esse estribilho: 'Nunca mais'"

O homem pensa na ave, e no significado de suas palavras: "...Entender o que quis dizer a ave do medo / Grasnando a frase: 'nunca mais'"

O pobre infeliz lembra de sua Lenora ao olhar em volta... a loucura parece atingi-lo suavemente pelos braços da saudade:

"Assim posto, devaneando, Meditando, conjeturando, Não lhe falava mais; mas, se lhe não falava, Sentia o olhar que me abrasava. Conjeturando fui, tranqüilo a gosto, Com a cabeça no macio encosto Onde os raios da lâmpada caíam, Onde as tranças angelicais De outra cabeça outrora ali se desparziam, E agora não se esparzem mais."

"Supus então que o ar, mais denso, Todo se enchia de um incenso, Obra de serafins que, pelo chão roçando Do quarto, estavam meneando Um ligeiro turíbulo invisível; E eu exclamei então: 'Um Deus sensível Manda repouso à dor que te devora Destas saudades imortais. Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora'. E o corvo disse: 'Nunca mais'.

'Profeta ou o que quer que sejas! Ave ou demônio que negrejas! Profeta, sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno Onde reside o mal eterno, Ou simplesmente náufrago escapado Venhas do temporal que te há lançado Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo Tem os seus lares triunfais, Dize-me: existe um bálsamo no mundo?' E o corvo disse: 'Nunca mais'.

'Profeta ou o que quer que sejas! Ave ou demônio que negrejas! Profeta, sempre, escuta, atende, escuta, atende! Por esse céu que além se estende, Pelo Deus que ambos adoramos, fala, Dize a esta alma se é dado inda escutá-la No éden celeste a virgem que ela chora Nestes retiros sepulcrais, Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!' E o corvo disse: 'Nunca mais'.

'Profeta ou o que quer que sejas! Ave ou demônio que negrejas! Cessa, ai, cessa! clamei, levantando-me, cessa! Regressa ao temporal, regressa À tua noite, deixa-me comigo. Vai-te, não fique no meu casto abrigo Pluma que lembre essa mentira tua. Tira-me ao peito essas fatais Garras que abrindo vão a minha dor já crua.' E o corvo disse: 'Nunca mais'
E o corvo aí fica; ei-lo trepado No branco mármore lavrado Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho. Parece, ao ver-lhe o duro cenho, Um demônio sonhando. A luz caída Do lampião sobre a ave aborrecida No chão espraia a triste sombra; e, fora Daquelas linhas funerais Que flutuam no chão, a minha alma que chora Não sai mais, nunca, nunca mais!"

Vozes de um Túmulo.


Morri! E a Terra - a mãe comum - o brilho 
Destes meus olhos apagou!... 
Assim Tântalo, aos reais convivas, num festim, 
Serviu as carnes do seu próprio filho
Por que para este cemitério vim?! Por quê?! 
Antes da vida o angusto trilho Palmilhasse, do que este que palmilho 
E que me assombra, porque não tem fim!
No ardor do sonho que o fronema exalta 
Construí de orgulho ênea pirâmide alta... 
Hoje, porém, que se desmoronou
A pirâmide real do meu orgulho, 
Hoje que apenas sou matéria e entulho 
Tenho consciência de que nada sou! 

Por: Augusto dos Anjos

História de Haunted


Uma pequena garota entre 8 e 9 anos em um vestido branco está andando pelas ruas da vizinhança balançando uma bola vermelha. Enquanto ela se aproxima de uma casa obviamente deserta com um aspecto sinistro, sua atenção desvia da bola para a casa. Sem prestar atenção aos seus movimentos, a bola bate no meio-fio e ricocheteia na frente da casa. Conforme ela persegue a bola adquire movimentos não naturais e vai em direção a grande porta frontal. A pequena garota pára por um momento, olha para a casa que agora parece estar encarando-a, e cuidadosamente entra na casa a procura de sua pequena bola vermelha. Conforme ela lentamente entra no átrio, ela observa a bagunça decadente do que um dia foi obviamente uma bela mansão. Ela fica hipnotizada pelo requintado detalhe de cada centímetro do corrimão da aparentemente interminável escada em sua frente.De repente seus pensamentos são interrompidos por uma horripilante confusão. Ela se vira para correr até a porta da frente, mas encontra apenas uma parede vazia onde a porta estava. Assustada ela desce correndo para a primeira entrada que vê, tentando desesperadamente encontrar uma saída, mas a cada virada o mundo atrás dela muda se vontade para a vontade da casa, assim até encontrar um caminho de volta para o atrio que ela estava se torna impossível. Aterrorizada, a pequena garotinha se encolhe em um canto, abaixa sua cabeça em suas mãos e começa a chorar. 10 anos depois... A pequena garota acorda em pânico, agora uma jovem mulher... suja, assustada. Ela está agora vestida com calças pretas, botas de trabalho. Sua pele está pálida e suja. O sol não ilumina sua carne a uma década. Ela acorda para procurar sua refeição, localizada numa bandeja de prata suja atrás dela, somente o suficiente pra manter-se viva, assim como todas as manhãs. Colocada lá por uma figura que ela apenas pode ver de passagem, por um canto, atravessando uma porta... Uma figura que se tornou seu único amigo e seu único ódio. Toda a sua existência se tornou nada mais que perseguir e destruir essa sombra que a mantém ali. Conforme ela o persegue contínuamente dia após dia, ela se perde na dicotomia do seu ser.Essa coisa q a mantém ali, essa pessoa que repedidamente viola sua mente e a observa dormir, se tornou seu único amigo. Se não fosse essa pessoa que restou, que ela deixaria de existir. Ela vive apenas para matá-lo. Mas vive somente GRAÇAS a ele. Todos os dias a casa muda ao seu redor, assim todos os dias ela acorda em um lugar desconhecido. A única coisa constante... é ele. Ela escuta o coração dele batendo, ela sente seu cheiro, ela pode apenas imaginar encontrá-lo, mas ele também é a única coisa que ela sabe do amor.

By Ben Moody

O que realmente é o sofrimento???
O elo que une o espírito e a máteria.
Ador da alma é mil veses mais profunda
que a dor carnal.
Um beijo muitas veses magoa mais do que um tapa.
O amor causa mais sofrimento que a morte!
Então por que mesmo sabendo disso continuamos
Amando e Sofrendo ???
Conclusão: Porque somos humanos e essa é a maior de nossas fraquezas!!!


A sombra da noite invade o meu olhar, me impede de cantar e me faz repousar num mundo de desilusões. Nunca me abandone pois será pra você o meu...
Ultimo suspiro.

Minha essência


Você me vêr mais não pode me tocar, sou pra você um anjo trájico.
Aquele decaído que te amedronta e te faz chorar,
perdida dentro de mim mesma
e você não quer me ajudar...
Você não consegue me entender e nem conseguiria!
Minha alma não repousa onde há luz, sou moradora da escuridão.
E não dividiria com você da paz que me roubou.
Foi você q ue roubou meu sorriso e me presenteou com as lágrimas
que hoje eu guardo como a única coisa que é minha
e é por você que hoje meu coração tristemente ferido clama,
como seu único protetor e como o dêmonio que trasformou os meus
dias nesse terrível inferno. É a você que minha alma implora:
Dê-me Luz!!!

Ilusão


"Sonhos... espelhos da alma, canção celebrada a cada dia. Triste ilusão, destruição da pureza, Esperança morbida daquilo que jámais... ...há de vir!"
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